- Google sobe participação na TeraWulf para 14%
- Parceria mira infraestrutura de inteligência artificial
- Departamento de Justiça mira venda do Chrome
O Google decidiu reforçar sua presença na TeraWulf, elevando sua fatia acionária de 8% para 14%. Com esse movimento, o investimento total chega a aproximadamente US$ 3,2 bilhões, após a adição de um novo aporte de US$ 1,4 bilhão. O acordo também garante ao Google a possibilidade de adquirir cerca de 32,5 milhões de ações da companhia ligada à mineração e ao fornecimento de energia.
Em nota oficial, o CEO Paul Prager destacou que a parceria representa um “alinhamento estratégico” com o Google para o avanço em infraestrutura de inteligência artificial. O anúncio ocorre em paralelo à expansão da TeraWulf em data centers localizados no estado de Nova York, voltados ao atendimento de demandas crescentes de computação para IA.
O mercado reagiu de forma positiva. As ações da TeraWulf dispararam quase 90% na última semana, sustentadas por uma sequência de anúncios que ampliam sua capacidade tecnológica e energética.
Pouco antes da entrada adicional do Google, a empresa já havia firmado dois contratos de dez anos com a provedora Fluidstack, especializada em serviços de nuvem para inteligência artificial. O acordo inicial assegurou mais de 200 megawatts de energia no centro de dados Lake Mariner, mas rapidamente foi expandido.
A Fluidstack decidiu exercer uma opção contratual, acrescentando outros 160 megawatts, o que eleva a carga total de TI da unidade para mais de 360 megawatts. Segundo a TeraWulf, esses contratos já representam US$ 6,7 bilhões em receita garantida, podendo alcançar US$ 16 bilhões com extensões futuras. Para o diretor de tecnologia da companhia, Nazar Khan, a rápida decisão da parceira “fala muito” sobre a robustez da infraestrutura oferecida.
A TeraWulf também comunicou planos de levantar US$ 400 milhões adicionais por meio de notas seniores conversíveis com vencimento em 2031, reforçando sua estratégia de financiamento a longo prazo.
Enquanto consolida avanços no setor de inteligência artificial e em estruturas associadas ao mercado de criptomoedas, o Google enfrenta pressões legais nos Estados Unidos. A Perplexity AI apresentou uma oferta de US$ 34,5 bilhões para adquirir o navegador Chrome, em meio às discussões sobre monopólio.
Após vencer um processo em 2024 que considerou o Google dominante no mercado de buscas, o Departamento de Justiça norte-americano passou a pressionar a companhia a vender o Chrome. A justificativa é que a integração do navegador com serviços como Gmail e pesquisa oferece vantagens competitivas indevidas.
Em resposta, o diretor jurídico do Google, Kent Walker, afirmou que a proposta representaria um “exagero governamental sem precedentes” e poderia comprometer a liderança dos Estados Unidos em inovação tecnológica.














