- Computação quântica ameaça Bitcoin e criptos até 2030
- Algoritmo de Shor reduz tempo para quebrar chaves
- Criptomoedas precisam migrar para segurança pós-quântica
A mais recente pesquisa divulgada pelo Google reacendeu discussões relevantes no mercado de criptomoedas sobre os riscos da computação quântica para redes como Bitcoin e Ethereum. O estudo apresenta avanços significativos na eficiência do algoritmo de Shor, método capaz de comprometer sistemas de segurança utilizados atualmente.
Segundo os pesquisadores, a nova abordagem pode reduzir drasticamente os recursos necessários para quebrar chaves privadas. Isso levanta preocupações sobre a antecipação do chamado “Dia Q”, momento em que computadores quânticos poderão superar os padrões atuais de segurança das criptos.
O Google também estabeleceu 2029 como meta para migrar seus sistemas para padrões pós-quânticos, o que reforça a percepção de urgência entre especialistas do setor. Para alguns analistas, a ameaça deixou de ser apenas teórica e passou a exigir planejamento concreto.
Haseeb Qureshi, da Dragonfly, destacou que a possibilidade de quebra de chaves em minutos muda o nível de risco. Segundo ele, sistemas com grande capacidade quântica poderiam comprometer a segurança atual de forma mais rápida do que o previsto.
Breaking: Google just released a report dramatically reducing the requirements for a quantum computer to break Bitcoin's cryptography.
The timeline for preparedness is now 2029.
I sat down with @nic_carter & @apruden08 from @projecteleven on @theaubservation to break it all… pic.twitter.com/La7hh3K4NW
— Aubrey Strobel (@aubreystrobel) March 31, 2026
Outro ponto levantado envolve o tempo médio de bloco do Bitcoin, que gira em torno de 10 minutos. Caso ataques consigam quebrar chaves nesse intervalo, transações ainda não confirmadas poderiam se tornar vulneráveis.
Além disso, há o desafio estrutural das redes descentralizadas. Diferente de sistemas centralizados, atualizações no Bitcoin exigem consenso amplo entre desenvolvedores, mineradores e usuários, o que pode levar anos.
Apesar do alerta, nem todos veem motivo para preocupação imediata. O fundador da Binance, Changpeng Zhao, afirmou que o problema pode ser resolvido com atualizações nos algoritmos de segurança. Segundo ele, a transição para soluções pós-quânticas é complexa, mas viável.
Especialistas também destacam que ainda existem incertezas sobre o ritmo de evolução da computação quântica. Embora estimativas indiquem possíveis avanços no início da década de 2030, a aplicação prática desses sistemas ainda depende de fatores técnicos.
Enquanto isso, projetos já começam a se preparar. Iniciativas dentro do ecossistema Ethereum e empresas do setor têm investido em pesquisa e adaptação para garantir a segurança futura das criptomoedas diante desse novo cenário tecnológico.












