- Futuros do S&P 500 hoje em queda moderada
- Tensão no Irã pressiona mercados globais
- Mercados asiáticos sobem com expectativa de acordo
Os futuros do S&P 500 hoje operam em queda, refletindo a cautela dos investidores diante do prazo estabelecido pelo atual presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros do S&P 500 recuavam para 6.620,50 pontos, com queda de 0,46%. O Dow Futures também apresentava baixa de 0,29%, aos 46.768,00 pontos, enquanto o Nasdaq Futures caía 0,60%, sendo negociado a 24.213,00 pontos. Já o Russell 2000 Futures recuava 0,77%, indicando pressão mais forte sobre ações de menor capitalização.
O movimento negativo nos futuros contrasta com o desempenho positivo registrado na sessão anterior de Wall Street. Na segunda-feira, o S&P 500 subiu 0,44%, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,54%. O Dow Jones também fechou em alta, com ganho de 165,21 pontos, equivalente a 0,36%.
Além dos índices, outros ativos relevantes também refletem o cenário atual. O VIX, conhecido como índice de volatilidade, estava em 24,17 pontos. O ouro recuava 0,22%, sendo negociado a 4.674,60, enquanto o Bitcoin USD operava em queda de 0,54%, aos US$ 68.640,82.
No campo geopolítico, Trump reiterou que os Estados Unidos podem intensificar ataques caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz dentro do prazo estipulado.
“Eles têm até amanhã”, disse o presidente. “Agora vamos ver o que acontece. Posso dizer que eles estão negociando, acreditamos que de boa fé, e vamos descobrir. Estamos recebendo a ajuda de alguns países incríveis que querem que isso termine, porque também os afeta.”
Relatórios indicam que negociações seguem em andamento para um possível cessar-fogo de 45 dias. A proposta pode abrir caminho para o fim do conflito, o que ajuda a explicar por que parte do mercado ainda mantém expectativas positivas no médio prazo.
“Todo mundo apostava que seria algo passageiro, e acho que o mercado ainda aposta nisso, e francamente, eu também”, afirmou Barbara Doran. “O mercado vai dizer: ‘OK, isso vai acabar logo’, e então poderemos retomar o rumo que estávamos seguindo, que é começar o ano com uma perspectiva muito otimista. E agora também temos o estímulo fiscal contínuo proveniente dos gastos com defesa.”
Na Ásia, os mercados reagiram de forma positiva. O índice S&P/ASX 200 da Austrália subiu 2,3%, enquanto o Nikkei 225 do Japão avançou 0,26%. O Topix teve alta de 0,23%, e o Kospi da Coreia do Sul registrou ganho de 1,5%, com o Kosdaq subindo 0,85%.
Os investidores também acompanham novos dados econômicos dos Estados Unidos, como os pedidos preliminares de bens duráveis, que podem influenciar os próximos movimentos do mercado.












