- Aplicativo de pagamentos com stablecoins ganha novo fôlego
- Fin mira transferências rápidas e taxas reduzidas
- Startup recebe apoio de Pantera, Sequoia e Samsung Next
Os ex-analistas quantitativos da Citadel, Ian Krotinsky e Aashiq Dheeraj, levantaram US$ 17 milhões para impulsionar a Fin, um aplicativo global que utiliza stablecoins para facilitar pagamentos internacionais com liquidação quase imediata. A rodada contou com liderança da Pantera Capital e apoio de investidores como Sequoia e Samsung Next, reforçando o interesse em soluções que modernizam o setor financeiro.
A proposta da Fin é simplificar transferências entre usuários, contas bancárias e carteiras de criptomoedas, reduzindo custos e ampliando a velocidade das operações de alto valor. A empresa informou que iniciará um programa piloto com empresas de importação e exportação no próximo mês, mirando casos de uso práticos em fluxos comerciais que dependem de maior agilidade.
Segundo os fundadores, a ideia nasceu dentro da própria Citadel, quando ambos trabalharam em projetos paralelos e perceberam como pagamentos internacionais permanecem caros e lentos. As dificuldades enfrentadas para remunerar usuários de uma plataforma própria os motivaram a buscar alternativas baseadas em blockchain e stablecoins.
Krotinsky definiu a solução como “o aplicativo de pagamentos do futuro”, destacando que a ferramenta “aproveita os benefícios das stablecoins sem toda a complexidade e funcionará em qualquer lugar do mundo”. A demonstração realizada pela empresa apresenta uma interface que prioriza clareza e facilidade de uso, afastando termos excessivamente técnicos.
As limitações de sistemas bancários tradicionais, que podem levar dias para concluir uma transferência internacional e ainda cobrar taxas elevadas, são um dos pontos que a Fin pretende resolver. Casos como vendas de itens de alto valor para clientes estrangeiros ou envios que superam tetos de aplicativos convencionais foram citados pela startup como exemplos em que o serviço pode se destacar.
O modelo de receita da empresa envolve taxas sobre transações e rendimentos provenientes de stablecoins custodiadas em carteiras Fin. O piloto com empresas de comércio exterior será a primeira etapa para uma expansão mais ampla do serviço.
Krotinsky afirmou que a Fin não busca competir diretamente com empresas nativas do setor de criptomoedas, mas sim com grandes bancos que, segundo ele, enfrentam dificuldades para migrar seus sistemas legados para tecnologias baseadas em stablecoins. “Acredito que temos a oportunidade de ser o próximo maior aplicativo de pagamentos do mundo”, declarou. “As pessoas ficarão surpresas com a rapidez com que chegaremos lá.”
A captação acompanha outros movimentos institucionais relacionados a stablecoins, incluindo iniciativas de bancos europeus para um token lastreado em euro e projetos corporativos, como o do Sony Bank, interessados em emissões atreladas ao dólar. Reguladores também avançam em marcos específicos, com a FDIC preparando sua primeira estrutura de regras para emissores, conforme declarações recentes do órgão.














