- Ethereum mantém cronograma semestral de atualizações
- Hegota une camadas de execução e consenso
- Roadmap prioriza escalabilidade e redução do estado
Os desenvolvedores principais do Ethereum oficializaram o nome da atualização que sucederá o hard fork Glamsterdam. Batizada de Hegota, a próxima fase do desenvolvimento ajuda a estruturar com mais clareza o roteiro técnico da rede para 2026, mantendo o compromisso com ciclos de lançamentos regulares e previsíveis.
O nome Hegota combina duas convenções já conhecidas pela comunidade. A parte “Bogota” representa a camada de execução, seguindo a tradição de homenagear cidades que sediam edições da Devcon, enquanto “Heze” se refere à camada de consenso, inspirada em nomes de estrelas. Apesar da definição do nome, a principal EIP da Hegota ainda não foi escolhida, decisão que deve ocorrer apenas em fevereiro, já que a atualização permanece em estágio inicial.
A escolha foi confirmada durante a última reunião do ano da ACDE, que reúne desenvolvedores responsáveis pela execução do protocolo. Os encontros serão retomados em janeiro, quando o foco volta a ser o escopo final do Glamsterdam, previsto como a primeira atualização do Ethereum em 2026.
Esse anúncio ocorre em um momento de maior estabilidade no processo de desenvolvimento da rede. Com Pectra e Fusaka programados para 2025, o Ethereum consolidou um ritmo de atualizações semestrais, estratégia que busca tornar as mudanças mais graduais, reduzir riscos e evitar grandes reformulações concentradas em um único hard fork.
Dentro desse cronograma, a expectativa é que o Glamsterdam seja ativado no primeiro semestre de 2026, seguido pelo Hegota ainda no mesmo ano. Embora o conteúdo final do Hegota não esteja definido, há a possibilidade de incorporar propostas adiadas do Glamsterdam e itens alinhados ao roadmap de longo prazo.
Entre os temas mais citados nas discussões estão as Árvores Verkle, consideradas um passo importante para viabilizar clientes totalmente sem estado. Também aparecem no debate mecanismos de expiração de estado e histórico, além de otimizações adicionais na camada de execução, áreas que ganharam atenção após alertas sobre o crescimento contínuo do estado da rede.
Enquanto isso, o Glamsterdam segue com foco em eficiência da camada 1 e na descentralização da construção de blocos. Propostas como a separação entre proponente e construtor, ajustes no custo do gás e melhorias no acesso ao estado continuam em análise. Mudanças mais complexas, que demandam maior tempo de avaliação, podem ser transferidas para o escopo do Hegota.
A definição antecipada do nome reforça a visão de longo prazo do Ethereum, que avança por fases como The Surge, The Verge, The Purge e The Splurge, mantendo a evolução técnica alinhada ao crescimento do uso de rollups e à ampliação da participação na rede.












