- ETF de Bitcoin Morgan Stanley ganha listagem na NYSE
- MSBT pode atrair bilhões em fluxo institucional
- ETF spot Bitcoin amplia adoção de criptomoedas
A NYSE Arca aceitou o pedido da Morgan Stanley para listar seu ETF spot de Bitcoin, sinalizando que o lançamento pode ocorrer em breve. A movimentação foi interpretada por analistas do setor como um passo relevante para ampliar a presença institucional nas criptomoedas.
O fundo deve ser negociado sob o ticker MSBT e se destaca por ser um dos primeiros ETFs de Bitcoin à vista com marca própria oferecido diretamente por um grande banco dos Estados Unidos. A proposta segue a atualização do registro S-1 submetido à SEC em março, detalhando uma oferta inicial de 10.000 ações e um investimento aproximado de US$ 1 milhão.
Assim como outros ETFs spot aprovados desde 2024, o fundo será lastreado em Bitcoin físico, acompanhando o preço de referência do ativo sem uso de derivativos ou alavancagem. A custódia ficará sob responsabilidade da Fidelity, enquanto o BNY Mellon atuará nos serviços administrativos.
A entrada do Morgan Stanley ocorre em um mercado já competitivo. Produtos como o iShares Bitcoin Trust (IBIT) estabeleceram taxas próximas de 0,25%, e há expectativa de que o novo ETF venha com custos ligeiramente inferiores para ganhar participação.
O potencial de captação chama atenção. A divisão de gestão de patrimônio do banco recomenda atualmente alocações de até 4% em Bitcoin para clientes elegíveis. Considerando a base de mais de 15 mil consultores, até mesmo uma alocação média de 2% poderia gerar fluxos expressivos, possivelmente na casa de centenas de bilhões de dólares ao longo do tempo.
O ambiente regulatório também contribui para esse avanço. Em 2025, a SEC aprovou padrões mais claros para listagem de fundos baseados em commodities, simplificando o caminho para novos ETFs ligados a criptomoedas. Ainda assim, o MSBT depende da conclusão da análise regulatória antes de iniciar negociação, com expectativa de decisão entre o fim do segundo trimestre e o início do terceiro trimestre de 2026.
Além do Bitcoin, o Morgan Stanley já avalia expandir sua oferta com ETFs de Ethereum e Solana, além de integrar negociação de criptomoedas à plataforma E*Trade. A instituição também explora o uso de ações tokenizadas em seus sistemas de negociação, indicando uma estratégia mais ampla de integração com ativos digitais.













