- Equipe vendeu memecoin MELANIA sem aviso público
- 92% dos tokens MELANIA estão em carteiras da equipe
- Criação de memecoins na Solana caiu drasticamente
A equipe envolvida no desenvolvimento da memecoin MELANIA, associada à ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, teria transferido e começado a vender cerca de US$ 30 milhões em tokens provenientes dos fundos da comunidade. A informação foi divulgada pela empresa de análise on-chain Bubblemaps, em publicação feita no X no último dia 7 de abril.
De acordo com a análise, cerca de 50 milhões de tokens MELANIA foram movidos de uma carteira ligada aos fundos comunitários para outra carteira centralizada, antes de serem distribuídos entre diversos endereços. Em seguida, parte dos tokens — equivalentes a US$ 3 milhões — foi enviada a exchanges, duas novas carteiras com US$ 6 milhões cada foram abertas e aproximadamente US$ 500 mil em MELANIA foram vendidos no mercado.
“Esses movimentos estão sendo feitos sem qualquer explicação da equipe. Ninguém comentou nada sobre a movimentação nem sobre as vendas”, afirmou a Bubblemaps.
1/ Huge sell-offs on $MELANIA
$30M was moved from community funds —
and is now being quietly sold, with no explanation from the team 🧵 pic.twitter.com/UbhAqiiW61
— Bubblemaps (@bubblemaps) April 7, 2025
A empresa destacou ainda que cerca de 92% de todo o suprimento de MELANIA permanece sob controle de carteiras associadas à equipe do projeto. Segundo a análise, o risco de maiores quedas ainda existe, considerando a grande concentração de tokens em poucas mãos.
O MELANIA foi lançado em 19 de janeiro, coincidindo com o lançamento de outro token temático feito um dia antes por Donald Trump. Desde então, a memecoin perdeu mais de 96% de seu valor. Em sua máxima, o token chegou a valer mais de US$ 13 e, atualmente, é negociado por cerca de US$ 0,51, uma queda de mais de 7,5% apenas nas últimas 24 horas, conforme dados da CoinGecko.
A Bubblemaps já havia apontado em março que Hayden Davis, uma das figuras envolvidas na criação do MELANIA, vinha vendendo tokens de forma disfarçada por meio de estratégias de liquidez unilateral. A prática também foi aplicada por Davis na venda da memecoin LIBRA, associada ao presidente argentino Javier Milei, o que gerou controvérsia após o colapso no preço do ativo.












