- Receita recorde reforça avanço em infraestrutura de IA
- CleanSpark amplia reservas de bitcoin em 2025
- Empresa aposta em data centers para IA
A CleanSpark apresentou os resultados de seu ano fiscal encerrado em 30 de setembro de 2025, destacando uma expansão expressiva que combinou desempenho robusto na mineração de bitcoin com a transição para infraestrutura de computação voltada para inteligência artificial. A companhia registrou receita recorde de US$ 766,3 milhões, crescimento de 102% em relação ao ano anterior.
O lucro líquido fechou em US$ 364,5 milhões, frente a um prejuízo de US$ 145,8 milhões no ciclo anterior, enquanto o EBITDA ajustado avançou para US$ 823,4 milhões, consolidando a evolução operacional da mineradora.
O CEO Matt Schultz afirmou que “o ano fiscal de 2025 foi o ano em que a CleanSpark alcançou a alavancagem operacional”, destacando o avanço para mais de 50 EH/s de hashrate e a adoção de instrumentos de mercado de capitais como dívida conversível e linhas de crédito lastreadas em bitcoin. Segundo ele, tais medidas substituíram práticas de financiamento mais curtas e fortaleceram a estrutura corporativa da companhia.
Schultz também ressaltou que a empresa está evoluindo para “uma plataforma de computação abrangente”, integrando mineração de bitcoin e suporte a cargas de trabalho de IA. O presidente e diretor financeiro Gary Vecchiarelli reforçou essa visão, dizendo que a CleanSpark está “financeiramente posicionada para se tornar rapidamente uma provedora líder de infraestrutura de IA”, apoiada por sua tesouraria e compromissos de capital.
O período também foi marcado pela conclusão de uma oferta de títulos conversíveis de US$ 1,15 bilhão, que permitiu a recompra de 30,6 milhões de ações por cerca de US$ 460 milhões. O restante dos recursos será destinado à aquisição de energia, compra de terrenos, expansão de data centers e quitação de linhas de crédito garantidas por bitcoin.
Em outubro, a CleanSpark contratou Jeffrey Thomas, ex-Humain, para liderar a divisão de data centers de IA, reforçando seu reposicionamento estratégico. A empresa revisa instalações na Geórgia para adaptação à alta demanda de IA e avalia projetos de “gigacampus” em seu portfólio.
O balanço patrimonial registrou US$ 1,2 bilhão em bitcoins, além de caixa, ativos de mineração e patrimônio líquido robusto. As reservas ultrapassaram 13.000 BTC, mantendo a CleanSpark entre as maiores detentoras corporativas do ativo. Schultz descreveu o período como o início de “um novo capítulo empolgante” para a companhia.












