- China reduz tarifas sobre semicondutores dos EUA
- Trump afirma que negociações com Pequim estão em curso
- Tarifas recíprocas chegam a 125% em ambos os lados
As tensões comerciais entre Estados Unidos e China seguem no foco dos mercados, com novos movimentos que alimentam expectativas por uma possível distensão. Recentemente, autoridades chinesas teriam revogado discretamente tarifas sobre semicondutores dos EUA, aliviando parte da pressão sobre o setor de tecnologia. Além disso, Pequim estuda reduzir taxas sobre equipamentos médicos e produtos químicos, o que reforça os sinais de abertura.
Fontes indicam que, caso as negociações avancem, a China também poderá isentar importações norte-americanas de etano e gás liquefeito de petróleo (GLP). A avaliação é de analistas do Goldman Sachs, que veem esses ajustes como parte de uma possível flexibilização mais ampla.
Apesar das movimentações nos bastidores, o governo chinês mantém um discurso público mais rígido. O porta-voz do Ministério do Comércio, He Yadong, negou a existência de negociações ativas e declarou: “Os EUA deveriam… remover completamente todas as tarifas unilaterais” caso realmente tenham interesse em resolver a disputa.
Do lado americano, o presidente Donald Trump confirmou que houve conversas recentes com representantes chineses, mas preferiu não revelar detalhes. “Não importa quem ‘eles’ sejam. Podemos revelar mais tarde, mas eles se reuniram esta manhã, e nós nos reunimos com a China”, afirmou em coletiva na Casa Branca.
Nas últimas semanas, o embate comercial entre as duas maiores economias do mundo ganhou força. A China elevou suas tarifas sobre produtos dos EUA de 84% para 125%, enquanto os Estados Unidos aplicaram um conjunto de tarifas que inclui: taxa recíproca de 125%, 20% sobre insumos relacionados à crise do fentanil e tarifas adicionais da Seção 301, que variam entre 7,5% e 100%.
Além da disputa com Pequim, Trump busca fechar novos acordos comerciais. Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, um acerto com a Coreia do Sul pode ser finalizado na próxima semana. Já no mercado interno, há planos para isentar algumas tarifas sobre peças automotivas e iniciar uma investigação sobre importações de caminhões, o que pode abrir caminho para novas medidas tarifárias.
A tarifa básica de 10%, que entrou em vigor em 5 de abril, segue aplicada a todas as importações afetadas.












