- Chainlink e Swift integram fluxos de fundos tokenizados
- Piloto com UBS Tokenize usa mensagens ISO 20022
- Indústria de fundos pode adotar blockchain sem trocar sistemas
A Chainlink e a Swift ampliaram sua colaboração com um novo piloto envolvendo a UBS Tokenize, unidade de tokenização do banco suíço. O projeto permite que instituições financeiras utilizem mensagens Swift combinadas ao Chainlink Runtime Environment (CRE) para gerenciar fluxos de trabalho de fundos tokenizados, incluindo assinaturas e resgates, sem substituir infraestruturas legadas.
Segundo a Chainlink, a integração mostra como bancos e fundos podem acessar redes blockchain sem necessidade de reformular processos de identidade ou gerenciamento de chaves. O CRE recebe mensagens compatíveis com o padrão ISO 20022, que então ativam contratos inteligentes baseados no modelo Chainlink Digital Transfer Agent (DTA).
“Estou muito entusiasmado com esta inovação histórica que alcançamos ao alavancar os padrões da Swift e o design de ativos tokenizados do UBS, pois estamos mostrando como o uso de contratos inteligentes e novos padrões técnicos podem permitir que agentes de transferência e outras entidades gerenciem fluxos de trabalho de ativos tokenizados on-chain”,
afirmou Sergey Nazarov, cofundador da Chainlink. Ele ressaltou que a iniciativa ilustra como instituições financeiras podem explorar novas formas de componibilidade no ciclo de vida de produtos.
A integração é apresentada como um sistema “plug and play” para a indústria de fundos, estimada em mais de US$ 100 trilhões globalmente. A Swift, que atende mais de 11.000 instituições em mais de 200 países, reforça a confiabilidade do modelo com sua rede já consolidada em transações internacionais.
O anúncio acompanha outra frente da Chainlink: um piloto de IA aplicada a ações corporativas, como pagamentos de dividendos e fusões, também utilizando CRE e mensagens Swift. Nessa fase, modelos de linguagem como GPT, Gemini e Claude foram usados para gerar registros estruturados compatíveis com a ISO 20022, transmitidos pela rede Swift. Grandes players como DTCC, Euroclear, UBS, DBS e BNP Paribas participaram do teste.
Enquanto isso, a Swift segue desenvolvendo um livro-razão distribuído próprio para pagamentos internacionais em parceria com a Consensys, envolvendo mais de 30 bancos globais, incluindo HSBC, BNP Paribas e Bank of America. O objetivo é avançar em direção a uma infraestrutura financeira interoperável baseada em blockchain, sem comprometer exigências de conformidade regulatória.












