- Rendimento das stablecoins divide bancos e criptomoedas
- Casa Branca busca acordo sobre Lei de Clareza
- Bancos temem perda de US$ 500 bilhões
A Casa Branca avalia convocar uma nova reunião de alto nível para discutir o rendimento das stablecoins, após a última rodada de negociações entre bancos e empresas de criptomoedas terminar sem consenso. A indefinição mantém em espera pontos centrais da Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais, considerada peça-chave para o futuro regulatório das criptos nos Estados Unidos.
Segundo informações divulgadas pela jornalista Eleanor Terrett, o novo encontro pode ocorrer na quinta-feira, conforme relatos de fontes próximas às conversas. A expectativa é que a reunião reúna novamente representantes do setor bancário tradicional e líderes da indústria de criptomoedas para tentar reduzir divergências sobre a remuneração oferecida aos detentores de stablecoins atreladas ao dólar.
O principal impasse envolve a possibilidade de empresas emissoras e plataformas de stablecoins oferecerem recompensas semelhantes a juros. Bancos argumentam que esse mecanismo pode incentivar a migração de depósitos do sistema bancário tradicional, criando riscos de liquidez e instabilidade financeira.
🚨NEW: Two sources familiar with the matter tell me the White House is considering another stablecoin yield meeting between banks and crypto representatives Thursday, though no plans have been finalized. https://t.co/Og3OooHaQr
— Eleanor Terrett (@EleanorTerrett) February 17, 2026
Instituições financeiras alertam para potenciais perdas significativas de depósitos caso stablecoins com rendimento competitivo ganhem escala. O Standard Chartered estimou que bancos americanos podem perder até US$ 500 bilhões em depósitos até 2028, se consumidores optarem por alternativas digitais que ofereçam retornos mais atrativos.
Do outro lado, empresas de criptomoedas defendem que a proibição de recompensas criaria assimetria regulatória em favor dos bancos. O setor afirma que usuários já buscam estratégias para maximizar rendimentos e que restringir incentivos em stablecoins pode empurrar investidores para opções menos regulamentadas, elevando riscos ao consumidor.
A Casa Branca, sob a liderança do atual presidente dos EUA, Donald Trump, tenta mediar as posições e avançar na redação das regras. Diferentemente dos encontros anteriores, a nova rodada deve funcionar como um processo técnico de formulação legislativa, com ajustes específicos na linguagem proposta para as diretrizes.
As discussões envolvem associações bancárias, grupos de defesa das criptomoedas como a Blockchain Association e grandes plataformas que operam no mercado americano, incluindo a Coinbase. A presença dessas entidades reforça a complexidade do debate e o peso econômico das decisões em jogo.
Enquanto não houver alinhamento sobre o rendimento das stablecoins, o governo dificilmente avançará na consolidação de um arcabouço regulatório mais amplo para o setor. O tema se tornou o ponto mais sensível das negociações e segue travando o andamento da legislação que pode definir o papel das criptomoedas na economia americana nos próximos anos.














