- 401(k) com criptomoedas entra em nova fase regulatória
- Trump apoia investimentos alternativos na aposentadoria
- Planos 401(k) avaliam criptomoedas e capital privado
O debate sobre criptomoedas em planos 401(k) voltou ao centro das atenções nos Estados Unidos após a Casa Branca concluir a revisão de uma proposta do Departamento do Trabalho que pode abrir caminho para investimentos alternativos dentro da poupança de aposentadoria. A análise passou pelo Escritório de Informação e Assuntos Regulatórios e foi concluída em 24 de março de 2026, etapa que libera o texto para publicação e consulta pública.
Na prática, a mudança pode atingir um mercado estimado em cerca de US$ 12 trilhões em ativos vinculados aos planos 401(k), permitindo que parte desse capital seja direcionada para ativos como criptomoedas, capital privado e outras estratégias fora do cardápio tradicional desses produtos. O foco da proposta está em reduzir o temor jurídico dos empregadores e administradores desses planos ao oferecer esse tipo de exposição aos participantes.
A base política do movimento surgiu com a ordem executiva assinada em 7 de agosto de 2025 pelo atual presidente dos EUA, Donald Trump. O texto determinou que as agências federais reavaliassem restrições históricas aplicadas a ativos alternativos em planos regidos pela ERISA, legislação que orienta a conduta fiduciária na previdência privada patrocinada pelo empregador.
Esse ponto é central porque, nos EUA, os fiduciários de planos de aposentadoria podem enfrentar processos caso ofereçam investimentos considerados inadequados, caros ou com desempenho inferior aos parâmetros de mercado. A futura proposta da agência ligada ao Departamento do Trabalho tende a deixar mais claro que a inclusão de criptomoedas e outros ativos alternativos, quando acompanhada de diligência e divulgação apropriadas, não configuraria automaticamente violação do dever fiduciário.
Mesmo assim, a aceitação entre investidores continua limitada. Pesquisas citadas no debate mostram que há curiosidade, mas também forte cautela, especialmente entre poupadores mais velhos e já focados em planejamento de aposentadoria. A maior parte dos entrevistados diz que evitaria esse tipo de alocação ou limitaria a exposição a uma pequena fatia do portfólio.
A proposta também marca uma inflexão em relação ao posicionamento adotado antes da ordem executiva de 2025. Agora, o próximo passo é a publicação oficial da norma no Federal Register, abrindo espaço para comentários de gestores, grupos do setor, defensores do consumidor e integrantes do Congresso antes de qualquer versão final.














