- Receita avança com produção acima de 1.930 BTC
- Hashrate aumenta e reforça eficiência operacional
- Estratégia inclui computação de IA e energia verde
A Cango apresentou resultados robustos no terceiro trimestre, reportando receita de US$ 224,6 milhões no período encerrado em 30 de setembro, um crescimento de 60,6% em comparação com o trimestre anterior. O avanço ocorre um ano após a empresa concluir sua transição para a mineração de bitcoin, área que agora concentra quase toda sua operação.
A receita proveniente da mineração alcançou US$ 220,9 milhões, acompanhada de lucro operacional de US$ 43,5 milhões e lucro líquido de US$ 37,3 milhões. O EBITDA ajustado somou US$ 80,1 milhões. A empresa atribuiu o desempenho à elevação contínua do hashrate, que subiu de 40,9 EH/s em julho para 44,9 EH/s em setembro, chegando a 46,1 EH/s em outubro. Esse avanço decorreu de realocação de instalações, ajustes operacionais e atualização de hardware, permitindo eficiência superior a 90% da capacidade instalada.
Antes da mudança de foco no final de 2024, a Cango atuava como uma plataforma de serviços automotivos na China. Após vender essas operações, tornou-se uma mineradora incorporada nas Ilhas Cayman e listada na NYSE, ampliando sua atuação para projetos de energia e computação com foco em IA em diferentes regiões, como América do Norte, América do Sul, Oriente Médio e África Oriental. Hoje, figura entre as 15 maiores mineradoras de bitcoin de capital aberto e está no grupo restrito de empresas com capacidade instalada acima de 50 EH/s, ao lado de MARA, CleanSpark, IREN e Bitdeer.
“Este trimestre marca um marco significativo. Faz um ano desde nossa transformação estratégica em mineradora de bitcoin”, afirmou Paul Yu, CEO da Cango.
“Durante o terceiro trimestre, mantivemos o foco em nossas principais operações de mineração, fortalecendo ainda mais a posição da Cango como uma mineradora de bitcoin escalável e operacionalmente disciplinada.”
A empresa produziu 1.930,8 BTC no trimestre, com média de 21 BTC por dia — alta de 37,5% em relação ao período anterior. Os custos totais de mineração foram de US$ 99.383 por bitcoin, ou US$ 81.072 ao excluir depreciação. Desde sua entrada no setor, a Cango já minerou 5.810 BTC.
O roteiro estratégico da companhia inclui projetos de energia em Omã e na Indonésia, previstos para início operacional entre um e dois anos. Essas iniciativas servirão como base para sua infraestrutura de computação de IA, que envolve leasing de poder computacional e criação de polos regionais, com plano de longo prazo para uma rede global abastecida por energia renovável.












