- Bitcoin se aproxima de US$ 97.000 após dados do PIB
- Microsoft e Meta impulsionam ações do S&P 500
- Expectativa de corte na taxa do Fed favorece criptomoedas
O índice Nasdaq liderou os ganhos nos Estados Unidos na quinta-feira, puxado pelos fortes resultados trimestrais da Microsoft (MSFT) e da Meta (META), que amenizaram os temores em torno das gigantes de tecnologia em meio à tensão comercial provocada por novas tarifas propostas por Donald Trump.
Os futuros do Nasdaq 100 avançaram 1,7%, enquanto o S&P 500 registrou alta de 1%. Já os contratos do Dow Jones tiveram ganhos mais moderados, com avanço de 0,7%. Esses movimentos foram impulsionados após a divulgação de balanços acima das expectativas por parte de Microsoft e Meta, cujas ações saltaram cerca de 9% e 6%, respectivamente, no pré-mercado.
A valorização se deu em meio à divulgação de dados preocupantes do Produto Interno Bruto dos EUA, que mostraram contração econômica no primeiro trimestre de 2025. Apesar disso, o S&P 500 e o Dow conseguiram fechar com alta de 0,15% e 0,35%, respectivamente.
O Bitcoin, por sua vez, iniciou teve uma leve queda para US$ 92.910, mas rapidamente se recuperou, chegando próximo da marca de US$ 97.000. A retomada refletiu o comportamento observado nas bolsas, indicando resiliência dos investidores mesmo diante da retração econômica.

Analistas apontam que essa recuperação do Bitcoin está ligada à visão de que o encolhimento do PIB pode ter sido um episódio pontual, causado por empresas que anteciparam importações frente às tarifas impostas pelo governo Trump a cerca de 90 países. A possibilidade de cortes na taxa de juros por parte do Federal Reserve também tem sido um fator relevante para os mercados.
As expectativas de redução nas taxas aumentaram ao longo da semana: de 59,8% no dia 29 de abril para 63,8% no dia 30, segundo dados de mercado. Esse otimismo tem beneficiado ativos de risco, incluindo criptomoedas.
De acordo com o trader Skew, os ganhos do Bitcoin e das bolsas estão sendo sustentados por “receitas bastante sólidas de grandes empresas dos EUA até agora”, o que estaria gerando “alguma confiança no risco”.












