- Bitcoin cai 2% com tensão no Oriente Médio
- Futuros S&P 500 recuam mais de 1% hoje
- Petróleo Brent dispara acima de US$ 106
Quinta-feira, 2 de abril de 2026 – Os futuros do S&P 500 hoje registraram queda superior a 1% no inicio da quinta-feira, refletindo a crescente tensão geopolítica envolvendo o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O movimento negativo ocorre após um início de trimestre mais moderado nos mercados, que agora enfrentam maior incerteza com os desdobramentos no Oriente Médio.
No momento da publicação, os principais índices futuros dos EUA operavam em queda: o S&P 500 era negociado a 6.546,75 pontos, com recuo de 1,07%, enquanto o Dow Jones caía 0,92%, aos 46.376,00 pontos. Já o Nasdaq recuava 1,34%, cotado a 23.871,75, e o Russell 2000 registrava a maior queda entre eles, com baixa de 1,61%, aos 2.486,10 pontos.
O índice de volatilidade VIX também apresentava leve queda de 2,81%, aos 24,54 pontos, indicando que, apesar da tensão, o mercado ainda busca equilíbrio diante do cenário. Entre os ativos, o ouro operava em baixa de 2,18%, negociado a 4.708,30, enquanto o Bitcoin hoje recuava 1,77%, sendo negociado próximo de US$ 66.728,99.
A principal atenção do mercado esteve voltada ao pronunciamento do atual presidente dos EUA, Donald Trump, que trouxe atualizações sobre a guerra no Irã. O discurso foi acompanhado de perto por investidores globais em busca de sinais de redução das tensões ou de possíveis avanços rumo a um cessar-fogo.
Trump indicou que houve contato por parte do governo iraniano para discutir uma possível trégua, mas condicionou qualquer avanço à reabertura do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o fluxo global de petróleo. Ao mesmo tempo, adotou um tom mais duro ao afirmar que as forças americanas “atacarão o Irã com força” e “os farão retroceder à Idade da Pedra”, sinalizando intensificação do conflito no curto prazo.
O impacto no setor energético foi imediato. Após uma breve correção no início da semana, os preços do petróleo voltaram a subir com força. O Brent, referência internacional, reverteu perdas e avançou cerca de 5%, sendo negociado próximo de US$ 106 por barril. Já o WTI também registrou alta expressiva, aproximando-se de US$ 104.
Esse movimento reforça a preocupação com inflação global, já que o aumento dos custos de energia tende a pressionar preços em diversas cadeias produtivas. Segundo análises de economistas do Bank of America, o cenário atual pode resultar em crescimento econômico mais lento e inflação persistente ao longo de 2026, com o petróleo se mantendo próximo de US$ 100 por barril.
Além da questão energética, a ausência de uma posição clara sobre o controle do Estreito de Ormuz adiciona incerteza ao mercado. Apesar de relatos indicarem que os EUA consideram retirar tropas do Irã em algumas semanas, o discurso presidencial não trouxe confirmação concreta sobre essa estratégia.
Com a guerra entrando em sua quinta semana, o mercado financeiro segue sensível a qualquer nova informação vinda da região. Investidores também monitoram dados econômicos dos EUA, como os pedidos semanais de auxílio-desemprego, enquanto aguardam o relatório de empregos de março.
A combinação entre riscos geopolíticos e indicadores macroeconômicos relevantes mantém os mercados sob pressão, com movimentos bruscos tanto em ativos de risco quanto em commodities estratégicas.












