- Bitcoin ultrapassa os US$ 112 mil pela primeira vez
- Liquidações superam US$ 480 milhões em 24 horas
- Altcoins acompanham alta com ganhos próximos a 10%
Após semanas de consolidação entre US$ 105 mil e US$ 110 mil, o Bitcoin finalmente rompeu a resistência e atingiu uma nova máxima histórica de US$ 112 mil nesta terça-feira (9). O movimento de alta também impulsionou o desempenho de diversas altcoins, enquanto o mercado observava liquidações expressivas entre traders alavancados.

A valorização do BTC ocorre em meio à expectativa de cortes agressivos nas taxas de juros dos Estados Unidos. O atual presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou que o Federal Reserve reduza as taxas em 300 pontos-base. A sinalização de uma política monetária mais branda favorece ativos de maior risco, como as criptomoedas.
A última vez que o BTC se aproximou de uma movimentação semelhante foi no dia 22 de maio, durante o Bitcoin Pizza Day, quando o ativo chegou a flertar com os US$ 110 mil. Porém, a tensão geopolítica no Oriente Médio, especialmente a escalada entre Irã e Israel, pressionou o mercado, levando o BTC a cair para US$ 98 mil no fim de junho.
Desde então, a recuperação foi consistente. O ativo superou os US$ 100 mil com firmeza e, nos últimos dias, consolidou terreno acima dos cinco dígitos. Agora, o rompimento dos US$ 110 mil marca um novo capítulo para o ativo.
A alta do bitcoin também refletiu nas altcoins. O Ethereum registrou ganho de mais de 6% e é negociado próximo dos US$ 2.800. Outras criptomoedas também avançaram, acompanhando o clima positivo do mercado.
A volatilidade, no entanto, provocou perdas significativas para posições vendidas. Dados da CoinGlass indicam que as liquidações ultrapassaram US$ 480 milhões em apenas 24 horas, atingindo cerca de 100 mil traders. A maior liquidação foi registrada na HTX, com uma posição avaliada em US$ 51 milhões.












