- Ações da MOL investigadas por insider trading
- Banco da Hungria apura transações após Druzhba
- MOL nega irregularidades no mercado de capitais
O Banco Nacional da Hungria (NBH) abriu uma investigação para verificar possíveis violações às regras de uso de informação privilegiada envolvendo ações da petroleira MOL. A apuração ocorre após denúncias relacionadas a negociações realizadas por executivos da companhia no mercado de capitais.
Em resposta enviada por e-mail, o banco central informou que está examinando se determinadas transações ligadas à empresa descumpriram as normas que proíbem o uso de informação privilegiada. A autoridade ressaltou que não pode divulgar novos detalhes enquanto o processo oficial estiver em andamento.
“Com base em um relatório que cita suspeitas de uso de informação privilegiada em ações da MOL Plc., o banco central está examinando se as disposições sobre a proibição de uso de informação privilegiada foram violadas em relação a certas transações no mercado de capitais ligadas à emissora”, afirmou o NBH.
“Enquanto o procedimento oficial estiver em andamento, o NBH não pode fornecer mais detalhes”, acrescentou.
Segundo noticiado pelo site local 24.hu, a TEBESZ, associação que representa investidores individuais, teria apresentado um relatório à autoridade supervisora do mercado de capitais. A denúncia estaria relacionada a vendas recentes de ações da MOL realizadas por executivos nos dias seguintes à interrupção do transporte de petróleo bruto pelo oleoduto Druzhba para a Hungria.
O fornecimento pelo trecho ucraniano do oleoduto foi suspenso em 27 de janeiro, após um ataque russo, conforme informou o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia. Em 16 de fevereiro, a MOL comunicou que havia solicitado ao Ministério da Energia a liberação de reservas estratégicas de petróleo diante da paralisação no abastecimento.
Em nota enviada por e-mail, a companhia declarou que todas as operações realizadas por seus executivos ocorreram em conformidade com a legislação e que as divulgações das transações seguiram os canais legais apropriados.
“A MOL sempre cumpriu todas as leis pertinentes. Ela está comprometida com a transparência do mercado de capitais e está à disposição do Banco Nacional da Holanda (NBH) em todos os assuntos”, afirmou a empresa.
Após a divulgação da investigação, as ações da petroleira MOL caíram 3,25% na bolsa de Budapeste, encerrando o dia cotadas a 3.450 florins, com desempenho inferior ao mercado em geral. O banco central não revelou quem formalizou a denúncia, e a TEBESZ não respondeu aos pedidos de posicionamento.
As informações foram divulgadas inicialmente pela agência internacional Reuters, que relatou a abertura da apuração pelo banco central húngaro.














