- Algorand reduz equipe diante da queda das criptomoedas
- Demissões refletem cenário macroeconômico global incerto
- ALGO mantém foco no crescimento do ecossistema blockchain
A Fundação Algorand anunciou a demissão de aproximadamente 25% de sua força de trabalho, em uma medida que reflete o momento desafiador enfrentado pelo mercado de criptomoedas em 2026. A decisão foi comunicada publicamente na quarta-feira e faz parte de um movimento mais amplo de ajuste operacional dentro do setor.
Segundo a organização, a reestruturação foi motivada por fatores macroeconômicos e pela recente retração no desempenho das criptomoedas. “Essa decisão não foi tomada de forma leviana e é uma resposta ao ambiente macroeconômico global incerto, bem como à queda generalizada nos mercados de criptomoedas”, publicou a fundação no X.
Today, the Algorand Foundation made the difficult decision to reduce our workforce by 25%. This decision was not taken lightly and is in response to the uncertain global macro environment as well as the broader downturn in crypto markets.
These employees have been best-in-class…
— Algorand Foundation (@AlgoFoundation) March 18, 2026
A Fundação Algorand é responsável pelo suporte e desenvolvimento da blockchain Algorand, uma rede Layer 1 que busca oferecer escalabilidade e eficiência para aplicações descentralizadas. De acordo com dados disponíveis, a instituição conta com menos de 200 funcionários, o que evidencia o impacto significativo do corte recente.
O movimento não ocorre de forma isolada. Nos últimos meses, outras empresas e projetos ligados ao setor também anunciaram reduções de equipe ou encerramento de atividades. Iniciativas como RTFKT, ligada à Nike, e o protocolo Tally foram descontinuadas, enquanto empresas como Messari e Block também reduziram seus quadros, citando avanços em inteligência artificial e reestruturações internas.
Além disso, a OP Labs anunciou recentemente a demissão de 20 colaboradores, destacando que a medida foi resultado de ajustes organizacionais, e não de dificuldades financeiras diretas.
Apesar do corte, a Fundação Algorand mantém uma base financeira relevante. Seu relatório mais recente aponta cerca de US$ 38 milhões em ativos em dólar, além de 1,1 milhão de tokens ALGO em reserva. O token ALGO ocupa atualmente a 78ª posição em capitalização de mercado, com valor estimado em aproximadamente US$ 805,8 milhões.
A rede também possui cerca de US$ 83 milhões em ativos do mundo real, reforçando sua presença no segmento de tokenização.
Em comunicado, a organização destacou que a mudança busca alinhar melhor seus recursos com objetivos estratégicos de longo prazo. “Acreditamos que agora temos um alinhamento mais sustentável dos recursos da Fundação Algorand com as prioridades de longo prazo do protocolo em termos de negócios, tecnologia e ecossistema”, afirmou. “Continuamos totalmente focados em nossa missão de empoderamento financeiro e no desenvolvimento e crescimento contínuos do protocolo, da rede e do ecossistema Algorand.”
Fundada em 2017 por Silvio Micali, professor do MIT e vencedor do Prêmio Turing, a Algorand segue entre os projetos mais conhecidos do setor, mesmo diante de um período de ajustes e reavaliação de prioridades.













