- Aiatolá do Irã em coma após explosão que matou Khamenei
- Sucessor iraniano perde perna e permanece em estado grave
- Crise no Irã pressiona petróleo e mercados globais
O Irã enfrenta um período de forte instabilidade política após relatos de que Mojtaba Khamenei, sucessor do aiatolá Ali Khamenei, está em coma e sofreu amputação de pelo menos uma perna após a explosão que matou o líder supremo iraniano. As informações circulam em meio a tensões militares na região e crescente pressão sobre os mercados globais de energia.
Segundo fontes citadas por veículos internacionais, Mojtaba Khamenei, de 56 anos, teria sofrido ferimentos graves na explosão que matou seu pai, de 86 anos, no final de fevereiro. O incidente teria provocado lesões severas no abdômen e danos internos que exigiram cirurgias de emergência.
Uma fonte com conhecimento da situação relatou: “Uma ou duas de suas pernas foram amputadas. Seu fígado ou estômago também se romperam. Ele aparentemente também está em coma.”
De acordo com os relatos, o sucessor estaria internado na unidade de terapia intensiva do Hospital Universitário Sina, localizado no centro histórico de Teerã. Parte do hospital teria sido isolada por forças de segurança, com acesso restrito a um pequeno grupo de médicos e autoridades do governo.
O tratamento estaria sendo conduzido por Mohammad Reza Zafargjani, ministro da Saúde do Irã e um dos principais cirurgiões de trauma do país. Ele teria experiência acumulada durante a Guerra Irã-Iraque nos anos 1980, conflito no qual também sofreu ferimentos causados por armas químicas.
Apesar das informações divulgadas por fontes internas, a verificação independente permanece difícil devido ao bloqueio quase total da internet no Irã. Ainda assim, a televisão estatal começou a se referir publicamente ao sucessor como “Jaanbaz de Ramadan”, expressão usada para descrever veteranos de guerra feridos.
Enquanto o estado de saúde de Mojtaba Khamenei permanece envolto em sigilo, a estrutura militar iraniana segue operando. O falecido líder teria organizado previamente dezenas de comandos regionais da Guarda Revolucionária Islâmica para garantir continuidade das operações militares mesmo em caso de morte da liderança central.
Relatos indicam que esses comandos receberam ordens para manter ações militares e ataques contra alvos regionais, incluindo ameaças de bloquear o Estreito de Ormuz — uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo.
A escalada das tensões já começa a refletir nos mercados de energia, com aumentos expressivos nos preços do petróleo e do gás natural. Investidores globais também observam os desdobramentos com cautela, já que conflitos no Oriente Médio costumam gerar impactos amplos nos mercados financeiros.
Nos bastidores do poder iraniano, cresce a especulação de que o país esteja sendo conduzido por uma estrutura militar descentralizada enquanto o novo líder permanece incapacitado. Algumas fontes indicam ainda que Mojtaba pode nem estar ciente da guerra em andamento, das mortes em sua família ou mesmo de sua própria nomeação como líder supremo.













