- Receita da Nvidia supera estimativas trimestrais
- Chips de IA impulsionam altas nas ações
- Previsão de US$ 65 bi anima investidores
As ações da Nvidia tiveram mais um pregão de forte valorização após a empresa divulgar números acima das expectativas e apresentar projeções que reforçam o apetite global por chips de inteligência artificial. Os resultados do terceiro trimestre ficaram acima das estimativas de Wall Street, enquanto as previsões para o próximo período ampliaram o otimismo em torno da fabricante de semicondutores.
No trimestre, a Nvidia reportou lucro por ação de US$ 1,30 sobre receita de US$ 57,01 bilhões. O consenso projetava EPS de US$ 1,26 e receita de aproximadamente US$ 55,2 bilhões, o que evidencia uma performance acima do esperado. Um ano antes, a companhia havia registrado EPS de US$ 0,81 e receita de US$ 35,1 bilhões, mostrando um avanço robusto ano a ano.
O segmento de data centers, impulsionado pela demanda global por soluções de IA, registrou receita de US$ 51,2 bilhões, superando a previsão de US$ 49,3 bilhões. Já o braço de games apresentou receita de US$ 4,3 bilhões, levemente abaixo da estimativa de US$ 4,4 bilhões, mas ainda mantendo participação significativa no portfólio da empresa.
Para o quarto trimestre, a Nvidia projeta receita de US$ 65 bilhões, com margem de erro de 2%, enquanto o mercado trabalhava com cerca de US$ 62 bilhões. A perspectiva mais elevada contribuiu para o avanço de mais de 4% nas ações logo após a divulgação.
O relatório chega após a capitalização de mercado da companhia ter ultrapassado brevemente os US$ 5 trilhões no mês anterior, consolidando a liderança da empresa no setor de IA. Antes da divulgação dos resultados, o hedge fund de Peter Thiel vendeu toda a posição de aproximadamente US$ 100 milhões na Nvidia. O SoftBank também encerrou sua participação, retirando US$ 5,8 bilhões para financiar seus próprios projetos no segmento de IA.
Apesar do entusiasmo geral, o investidor Michael Burry criticou a prática de algumas empresas de tecnologia, argumentando no X que gigantes como Meta e Oracle estariam reduzindo artificialmente a depreciação de equipamentos de data center para inflar resultados financeiros.












