- A16z compra tokens BABY para cofres de Bitcoin
- BTCVaults usam BTC nativo como garantia on-chain
- Babylon amplia financiamento para infraestrutura de Bitcoin
A a16z crypto anunciou a compra de US$ 15 milhões em tokens BABY para apoiar o desenvolvimento dos novos BTCVaults da Babylon, uma infraestrutura que permite o uso de bitcoin nativo como garantia on-chain sem intermediários. O aporte eleva o total de financiamento divulgado pela Babylon desde 2023 para US$ 103 milhões, somando rodadas anteriores que incluíram uma Série A e um investimento estratégico liderado por outro grande fundo do setor.
A Babylon é uma solução de segunda camada focada em expandir a utilidade do Bitcoin sem exigir custódia por terceiros ou a criação de versões sintéticas do ativo. Segundo a empresa, os recursos serão direcionados ao desenvolvimento do Babylon Trustless Bitcoin Vaults, um produto desenhado para transformar o BTC em um ativo produtivo dentro de aplicações descentralizadas.
O cofundador David Tse destacou que menos de 1% do suprimento total de bitcoin é utilizado atualmente em protocolos on-chain. Ao mesmo tempo, mais de US$ 1,4 trilhão em BTC permanece inativo, em grande parte devido às limitações dos modelos existentes, que costumam exigir a transferência da custódia ou o uso de representações alternativas do ativo.
Os BTCVaults permitem que o bitcoin seja bloqueado de forma verificável como garantia, permanecendo diretamente na blockchain do Bitcoin. A arquitetura é ancorada à camada base e utiliza provas de conhecimento zero para confirmar que os fundos continuam no local correto.
“Nossa missão é permitir que o Bitcoin sirva como garantia nativa, produtiva e programável, sem comprometer seus princípios fundamentais”,
escreveu Tse.
“Não se trata de substituir os sistemas existentes; trata-se de expandir o que é possível e oferecer uma alternativa sem intermediários que esteja alinhada com o espírito do Bitcoin e com as necessidades dos mercados financeiros modernos.”
De acordo com a Babylon, os cofres permitem que aplicativos externos verifiquem o bloqueio do BTC, imponham condições de garantia e acionem regras de desbloqueio ou liquidação por meio de mecanismos criptográficos. Esse modelo mantém a custódia com os usuários e viabiliza usos em empréstimos, stablecoins, seguros, emissão de crédito e outros produtos financeiros estruturados.
O desenvolvimento da infraestrutura também amplia o papel do token BABY dentro do ecossistema. O protocolo afirma que os BTCVaults criam novas formas de utilização do token, que passará a ter função mais ampla na coordenação e participação à medida que a rede de cofres cresce.
Em comunicado separado, os sócios da a16z crypto, Guy Wuollet e Elizabeth Harkavy, confirmaram que o investimento ocorreu por meio da compra direta do ativo. “Estamos entusiasmados em apoiar David, Fisher e o protocolo Babylon com a compra de US$ 15 milhões em $BABY”, escreveram.
Os investidores classificaram os cofres da Babylon como um passo relevante para posicionar o Bitcoin como uma garantia digital voltada ao crédito. No curto prazo, a expectativa é que a Babylon avance como um protocolo nativo de empréstimos lastreados em BTC, ampliando o uso do ativo em finanças descentralizadas.














