- Ucrânia planeja criar reserva estratégica de Bitcoin
- Binance colabora com governo ucraniano em legislação cripto
- Legalização de criptomoedas prevista para primeiro trimestre
A Ucrânia está nos estágios finais da elaboração de um projeto de lei que visa estabelecer uma reserva nacional de Bitcoin, segundo informações confirmadas por Yaroslav Zhelezniak, parlamentar e vice-presidente do Comitê de Política Financeira, Tributária e Aduaneira do país.
A proposta conta com o apoio da exchange Binance, que tem colaborado com autoridades locais para desenvolver a estrutura regulatória necessária. Embora o escopo exato da parceria não tenha sido revelado, sabe-se que a empresa tem auxiliado outros governos e fundos soberanos interessados em implementar políticas relacionadas a criptomoedas.
Richard Teng, CEO da Binance, afirmou recentemente ao Financial Times que a exchange está em conversas com diversos países para ajudar na formação de reservas estratégicas de Bitcoin, alinhadas com as políticas pró-cripto de nações como os Estados Unidos.
Além da Ucrânia, a Binance tem mantido diálogos com governos como o do Paquistão e do Quirguistão. No Paquistão, o cofundador da Binance, Changpeng Zhao (CZ), atua como conselheiro estratégico do Pakistan Crypto Council, contribuindo com diretrizes sobre regulamentação, educação e infraestrutura para criptomoedas. Já no Quirguistão, CZ chegou a recomendar a inclusão de Bitcoin e Binance Coin nas reservas nacionais.
A movimentação da Ucrânia está inserida em um esforço mais amplo para estabelecer uma estrutura legal clara para ativos digitais. Um grupo de trabalho, em parceria com o Banco Nacional da Ucrânia e o FMI, está finalizando um projeto de lei que prevê a legalização de criptomoedas até o primeiro trimestre de 2025.
Esse arcabouço legal deverá incluir regras fiscais para operações com criptoativos e medidas contra a lavagem de dinheiro. Ganhos obtidos com criptos deverão ser tributados quando convertidos para moedas fiduciárias.
Uma versão anterior da legislação chegou a tramitar no parlamento, mas foi retirada após objeções do Gabinete do Presidente e da Comissão Nacional de Valores Mobiliários. A nova versão busca superar essas resistências e avançar com a regulamentação do setor no país.














