- Stablecoins superam Visa em volume de transações
- Ativos tokenizados saltam para US$ 19 bilhões
- DeFi atrai segundo maior investimento desde 2022
O relatório trimestral da Bitwise revelou que o volume de transações com stablecoins superou, pela primeira vez, as operações realizadas pela Visa entre janeiro e março de 2025. O dado reflete o crescimento significativo da adoção desses ativos digitais no sistema financeiro global, mesmo em meio a um período de correção nos preços de criptomoedas.
Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, destacou que o trimestre foi “historicamente positivo” do ponto de vista político e regulatório. A eleição de um presidente pró-cripto nos Estados Unidos e o arquivamento de ações da SEC contra o setor contribuíram para um ambiente mais favorável às criptomoedas — com ênfase nas stablecoins.

Apesar da retração nos preços de mercado após a alta eleitoral, os fundamentos seguem se fortalecendo. O volume de transações com stablecoins subiu mais de 30%, ultrapassando o número de operações da Visa. Além disso, os ativos sob gestão (AUM) dessas moedas digitais lastreadas atingiram um recorde de US$ 218 bilhões, com um aumento de 13,5% em relação ao trimestre anterior. Hoje, a capitalização de mercado das stablecoins já alcança os US$ 237 bilhões.
Segundo Hougan, “por maior que você ache que o AUM de stablecoins vai se tornar, você provavelmente está pensando pequeno demais”. A declaração levanta o debate sobre o impacto da crescente liquidez das stablecoins no restante do mercado de criptomoedas.
Outro ponto de destaque no relatório foi a evolução dos ativos do mundo real (RWAs) tokenizados, que passaram de US$ 14 bilhões para US$ 19 bilhões, quase dobrando em comparação aos US$ 9 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2024. A demanda por títulos do Tesouro americano tokenizados, por exemplo, saltou de US$ 2 bilhões para US$ 4,5 bilhões.
O setor de DeFi também mostrou recuperação no primeiro trimestre, registrando os maiores aportes desde 2022. Projetos descentralizados captaram 18% de todo o financiamento de risco, com destaque para o World Liberty Financial, que levantou US$ 590 milhões, e a Ethena, com US$ 100 milhões direcionados à criação de stablecoins sintéticas com rendimento.













