- Trump prevê acordo com Irã nos próximos dias
- Estreito de Ormuz pode ser reaberto após assinatura
- Tensões geopolíticas seguem influenciando mercados globais
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que um entendimento para encerrar a guerra com o Irã está praticamente concluído e aguarda apenas a finalização da documentação necessária para ser formalizado. A declaração foi feita na quinta-feira durante uma conversa no Salão Oval, onde o presidente indicou que a assinatura poderá ocorrer nos próximos dias.
Segundo Trump, as negociações avançaram ao ponto de permitir um acordo considerado positivo pelas partes envolvidas. O presidente também voltou a mencionar que a importante rota marítima do Estreito de Ormuz deverá ser reaberta após a formalização do entendimento. A passagem é uma das mais relevantes para o transporte global de petróleo e ganhou destaque ao longo do conflito devido às preocupações com o fornecimento de energia.
As declarações ocorreram pouco depois de Trump anunciar a suspensão de uma nova rodada de ataques militares planejados contra o Irã. Na ocasião, ele afirmou que as conversas diplomáticas haviam alcançado os níveis mais altos da liderança iraniana e recebido aprovação para prosseguir.
Apesar do otimismo demonstrado pela Casa Branca, autoridades iranianas apresentaram uma versão diferente dos acontecimentos. A agência estatal Fars informou que Teerã não aprovou qualquer texto relacionado a um memorando inicial de entendimento com os Estados Unidos.
Em uma publicação posterior, a agência sugeriu que a decisão de Trump de interromper ameaças militares poderia representar uma mudança de estratégia por parte de Washington. Segundo a Fars, o governo americano teria retomado exigências anteriormente apresentadas durante as negociações.
“A realidade é que, até agora, o Irã não só não deu uma resposta definitiva, como foram os EUA que retomaram sua exigência anterior”, informou a agência Fars em uma publicação traduzida.
A agência também acrescentou: “É claro que, visto que os EUA aceitaram o texto proposto pelo Irã, parece haver a possibilidade de reexaminá-lo”.
Trump revelou ainda que conversou com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e outros líderes da região sobre os termos de um possível memorando. O gabinete de Netanyahu confirmou o diálogo e declarou que Israel recebeu garantias de que qualquer acordo definitivo incluirá limitações relacionadas ao programa nuclear iraniano e a outras atividades consideradas sensíveis.
O anúncio marcou uma mudança significativa de tom em relação às declarações feitas horas antes pelo presidente dos EUA. Naquele momento, Trump havia advertido que forças americanas poderiam atacar alvos iranianos “com muita força esta noite” e assumir o controle de instalações ligadas ao setor petrolífero do país.
Em outra mensagem, o presidente afirmou que os principais pontos do entendimento receberam aprovação conceitual e operacional de diversos participantes regionais, incluindo Israel e outras potências envolvidas nas conversas. No entanto, segundo os detalhes divulgados, o Irã e o Líbano não figuravam entre os países citados como apoiadores da proposta apresentada por Washington.












