- Irã reage a ataques dos EUA no Estreito de Ormuz
- Bahrein, Kuwait e Jordânia ativam sistemas de defesa
- Tensão geopolítica pressiona mercados globais e Bitcoin
O conflito entre Irã e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira após Teerã lançar ataques contra países do Golfo Pérsico, em resposta à ofensiva militar americana realizada horas antes contra instalações iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.
Segundo autoridades jordanianas, cinco mísseis iranianos foram interceptados pelo sistema de defesa do país. Ao mesmo tempo, Bahrein acionou alertas de emergência e o Kuwait mobilizou suas defesas aéreas para neutralizar o que classificou como “alvos aéreos hostis”.
A escalada ocorre após as forças americanas conduzirem uma série de ataques contra posições militares iranianas. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a operação foi realizada após a derrubada de um helicóptero AH-64 Apache que patrulhava a região do Estreito de Ormuz.
Em comunicado divulgado na rede social X, o Centcom afirmou que os ataques constituíram uma medida de autodefesa. Segundo os militares americanos, a ação teve como alvo sistemas de defesa aérea, estações de controle terrestre e radares de vigilância localizados próximos à importante rota marítima.
O episódio amplia as dúvidas sobre a sobrevivência do cessar-fogo entre Washington e Teerã. Embora o acordo continue formalmente em vigor, os confrontos registrados nos últimos meses aumentam a distância entre as partes e reduzem as perspectivas de uma solução diplomática no curto prazo.
O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a resposta militar era necessária após o incidente envolvendo o helicóptero americano. Em publicação na Truth Social, afirmou que os dois militares envolvidos no episódio sobreviveram sem ferimentos.
“Os dois pilotos envolvidos no ataque estão seguros e ilesos”, escreveu Trump. “No entanto, os Estados Unidos devem, necessariamente, responder a este ataque.”
Do lado iraniano, a agência Tasnim informou que o país responderá às ações militares americanas. Apesar disso, Teerã não assumiu oficialmente a responsabilidade pela queda da aeronave. A emissora estatal IRIB declarou que nenhuma operação ofensiva havia sido realizada no estreito nas 24 horas anteriores ao incidente.
Antes dos bombardeios dos EUA, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia sinalizado uma postura firme diante da presença militar estrangeira na região.
“As forças estrangeiras próximas ao nosso território correm risco constante devido a erros humanos, acidentes ou por potencialmente serem atingidas por fogo cruzado”, disse Araghchi.
“Para reduzir o risco, a melhor solução é que eles partam”, disse Araghchi, acrescentando: “Preferimos a linguagem da diplomacia, mas também falamos outras línguas”.
As tensões também repercutem nos mercados financeiros globais. O aumento do risco geopolítico no Oriente Médio mantém investidores atentos aos possíveis impactos sobre o petróleo, o comércio internacional e ativos de risco, incluindo o Bitcoin e outras criptomoedas.














