- Trump cobra acordo de paz com Irã e Israel
- EUA realizam ataques militares no sul do Irã
- Petróleo sobe após tensão no Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos realizaram novos ataques militares no sul do Irã durante a madrugada desta terça-feira, em meio às negociações conduzidas pelo atual presidente dos EUA, Donald Trump, para tentar consolidar um acordo de paz na região.
Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a operação teve caráter de “autodefesa” e buscou proteger tropas americanas diante de possíveis ameaças iranianas no Golfo Pérsico.
O porta-voz do CENTCOM, Tim Hawkins, afirmou que os alvos incluíam instalações ligadas ao lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam posicionar minas marítimas.
“O Comando Central dos EUA continua a defender nossas forças, mantendo a moderação durante o cessar-fogo em curso”, acrescentou Hawkins.
A nova ação militar ocorreu poucas horas após Trump declarar que as negociações com o Irã estavam “progredindo bem”. Apesar do tom otimista, o presidente americano reforçou que as tratativas dependem de um entendimento completo entre as partes.
“Só haverá um Grande Acordo para todos ou nenhum acordo”, afirmou Trump, acrescentando que, sem consenso, os confrontos poderiam voltar “à linha de frente e aos tiroteios, mas maiores e mais intensos do que nunca”.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou durante visita à Índia que o Estreito de Ormuz precisa permanecer aberto “de um jeito ou de outro”. A fala foi interpretada como um novo aviso ao governo iraniano sobre possíveis ações militares adicionais.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa americana, autoridades da Casa Branca consideram que o acordo nuclear entre Washington e Teerã estaria “95% fechado”.
Mesmo com o cessar-fogo firmado em abril, episódios militares continuaram ocorrendo na região. Em maio, forças dos dois países trocaram disparos no Estreito de Ormuz, enquanto Washington também apreendeu um cargueiro iraniano chamado Touska.
Trump também afirmou na rede Truth Social que o estoque de urânio enriquecido do Irã será “imediatamente entregue aos Estados Unidos para ser repatriado e destruído”, destruído no Irã ou “em outro local aceitável”.
No mercado global, os preços do petróleo reagiram às tensões no Oriente Médio. O barril do petróleo WTI registrou alta, enquanto investidores monitoravam possíveis impactos no fornecimento mundial de energia e no tráfego marítimo do Estreito de Ormuz.
Chen Lanhee, sócio da consultoria Brunswick, afirmou à CNBC que a maior parte da população americana deseja o fim imediato do conflito.
“Não importa o que o Irã tenha ou não tenha, não importa quais sejam os termos do acordo. Eles só querem que a guerra termine para que os preços da gasolina ou do gás caiam”, disse Chen.














