- Preço do petróleo dispara com fala de Donald Trump
- China pode ampliar compra de petróleo bruto dos EUA
- Estreito de Ormuz segue no foco do mercado global
Os preços do petróleo registraram forte alta nesta sexta-feira após o atual presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que a China concordou em ampliar a compra de petróleo bruto norte-americano depois de conversas com o presidente chinês Xi Jinping.
O movimento elevou rapidamente os contratos futuros do Brent, referência global do setor, que subiram 1,49%, chegando a US$ 107,30 por barril. Já o petróleo WTI, referência dos Estados Unidos, avançou 1,55%, alcançando US$ 102,74 por barril.
A declaração de Trump aumentou as expectativas do mercado sobre uma possível aproximação comercial entre as duas maiores economias do mundo, principalmente no setor de energia.
“Eles concordaram que querem comprar petróleo dos Estados Unidos, vão para o Texas, e nós vamos começar a enviar navios chineses para o Texas, para a Louisiana e para o Alasca”, disse Trump em uma entrevista pré-gravada à Fox News, após seu encontro com Xi.
O comentário teve impacto imediato nos mercados globais de commodities, principalmente em meio às preocupações recentes envolvendo o fornecimento internacional de energia e a estabilidade das rotas marítimas estratégicas.
Apesar da repercussão das declarações, autoridades chinesas ainda não confirmaram oficialmente qualquer acordo relacionado à compra de petróleo dos Estados Unidos. Até o momento da publicação, não houve resposta pública do governo chinês sobre o tema.
Outro fator que ajudou a impulsionar os preços foi o entendimento entre os dois líderes sobre a importância de manter o Estreito de Ormuz aberto. A região é considerada uma das principais rotas para o transporte global de petróleo e gás natural.
“O presidente Xi também deixou clara a oposição da China à militarização do Estreito e a qualquer tentativa de cobrar pedágio pelo seu uso, de acordo com uma declaração de um funcionário da Casa Branca na quinta-feira.”
A possibilidade de cooperação entre Washington e Pequim em torno da segurança energética internacional também ganhou força após comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
Segundo ele, a China estaria disposta a atuar nos bastidores para colaborar com a reabertura completa do Estreito de Ormuz, medida vista como importante para reduzir tensões no mercado de petróleo.














