- Bitcoin proteção contra inflação ganha destaque
- Escassez do BTC supera ouro, diz investidor
- Riscos incluem guerra cibernética e computação quântica
O investidor e gestor de hedge Paul Tudor Jones voltou a destacar o Bitcoin como uma das principais oportunidades no mercado financeiro atual. Em participação no podcast Invest Like the Best, ele classificou a principal criptomoeda como “inequivocamente, a melhor proteção contra a inflação que existe”, reforçando sua visão construída desde 2020.
Durante a conversa, Jones explicou que grandes movimentos de mercado costumam surgir em momentos de desequilíbrio, seja por ativos sobrevalorizados ou por erros de política econômica. Segundo ele, identificar oportunidades exige olhar para ativos ainda pouco explorados ou fora do radar da maioria dos investidores.
“Então você está procurando por algo que seja pouco explorado, subvalorizado, completamente fora de sintonia, algo em que as pessoas se acomodaram, e você está procurando por aquele momento catalisador”, disse.
My guest today is Paul Tudor Jones (@ptj_official), one of the greatest macro traders of all time.
He correctly predicted the 1987 stock market crash and shorted the Japanese bubble in 1990. For over 40 years, his flagship fund has had a negative correlation to the S&P 500. 100%… pic.twitter.com/pLu1u1BIBL
— Patrick OShaughnessy (@patrick_oshag) April 28, 2026
O gestor relembrou que passou a investir em Bitcoin em meio às políticas expansionistas adotadas pelo Federal Reserve e pelo Tesouro dos Estados Unidos em 2020. Na época, ele avaliou que ativos ligados à inflação tenderiam a ganhar força, e o BTC se destacou entre eles.
“Em 2020, após uma intervenção fiscal substancial tanto do Federal Reserve quanto do Tesouro dos EUA, você simplesmente sabia que as operações contra a inflação iriam decolar. E qual era, dentre todas elas, a melhor naquele momento? Era o bitcoin.”
Jones também voltou a comparar o Bitcoin com o ouro, apontando vantagens na escassez do ativo digital. Com oferta limitada a 21 milhões de unidades, o BTC apresenta características que, na visão do investidor, ampliam seu valor ao longo do tempo.
“O ouro aumenta sua oferta em alguns pontos percentuais a cada ano. Já o Bitcoin tem uma quantidade finita que pode ser minerada. É descentralizado. E, nesse sentido, possui o maior valor de escassez de tudo”, afirmou.
Apesar do otimismo, o gestor destacou possíveis riscos. Ele mencionou cenários de guerra cibernética como um fator que poderia afetar ativos digitais, além do avanço da computação quântica no longo prazo.
“Quem sabe se e quando, com a IA avançando tão rapidamente, poderemos de fato ter computação quântica, onde alguém poderá entrar e invadir qualquer banco e qualquer coisa que quiser?”, disse.














