- Mais de 90% dos investidores em ETFs de Bitcoin acumulam
- ETFs de Bitcoin atraem capital institucional e de varejo
- BlackRock destaca demanda forte por Bitcoin e Ethereum
Os ETFs de Bitcoin continuam atraindo investidores com uma visão de longo prazo, segundo avaliação da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo. De acordo com Robert Mitchnick, chefe de ativos digitais da empresa, mais de 90% dos investidores que utilizam esses fundos negociados em bolsa adotam uma estratégia consistente de acumulação.
Durante entrevista à CNBC, Mitchnick afirmou que a maioria dos participantes — incluindo investidores individuais, consultores financeiros e instituições — tende a manter posições por períodos prolongados. Esse comportamento contrasta com o de uma parcela menor do mercado que realiza operações mais táticas.
Segundo ele, investidores de varejo têm demonstrado disciplina durante períodos de volatilidade. Em vez de reagir às quedas do mercado, muitos optam por aumentar suas posições.
“estão entre os mais focados no longo prazo” e tendem a “comprar na baixa” quando os mercados caem, enquanto os fundos de hedge representam uma parcela menor da atividade de negociação mais tática.
De acordo com Mitchnick, os fundos de hedge compõem cerca de 10% da base de investidores nesses produtos financeiros. Esse grupo costuma utilizar estratégias como arbitragem entre mercados, compra de ETFs à vista combinada com venda de contratos futuros e outras operações estruturadas.
“A única parte da base de demanda onde vemos alguma tendência ao curto prazo é a parcela de aproximadamente 10% composta por fundos de hedge”.
Essas estratégias, segundo o executivo, são em grande parte neutras em relação ao mercado. No entanto, podem provocar oscilações temporárias nos fluxos de capital observados nos ETFs.
“Mas os outros 90% da base de investidores”, enfatizou Mitchnick, “têm se mantido muito estáveis e seguido uma trajetória de acumulação bastante consistente.”
Mesmo em períodos de pressão no mercado, os dados mostram forte interesse pelos produtos da BlackRock. O iShares Bitcoin Trust (IBIT), por exemplo, esteve entre os ETFs com maiores entradas de capital no mundo em 2025, registrando cerca de US$ 26 bilhões em novos aportes e ocupando a quarta posição global em captação.
“Claramente, houve muita pressão de venda em outros lugares do ecossistema Bitcoin, em corretoras de criptomoedas e nessas plataformas offshore de operações alavancadas”, disse Mitchnick. “Mas a base de investidores em ETFs adotou uma visão fundamental muito mais estável e de longo prazo.”
O executivo também destacou que o interesse por ETFs de criptomoedas ainda está concentrado principalmente em dois ativos: Bitcoin e Ethereum. Embora a gestora observe demanda por outros projetos do mercado, a expansão da linha de produtos segue critérios rigorosos relacionados à liquidez, maturidade do mercado e utilidade das redes.
Enquanto isso, a BlackRock continua ampliando sua oferta de produtos ligados ao Ethereum. Nesta semana, a empresa lançou o ETHB, um ETF de Ether com suporte para staking, que registrou mais de US$ 43 milhões em entradas líquidas logo em sua estreia.
O novo modelo permite que investidores capturem recompensas de staking diretamente no fundo, algo que não estava disponível nos ETFs anteriores de Ethereum. Para gestores de portfólio, essa característica adiciona uma nova fonte potencial de rendimento.
Outro produto da gestora, o ETF ETHA, já se destacou no mercado ao se tornar o terceiro mais rápido da história a atingir US$ 10 bilhões em ativos sob gestão, ficando atrás apenas do IBIT e do FBTC. Com a inclusão do staking no ETHB, a expectativa da BlackRock é ampliar ainda mais a demanda institucional por exposição ao Ether.













