- BTC fecha 5 meses em queda consecutiva
- Bitcoin volatilidade após ataques ao Irã
- Ethereum amplia perdas e testa US$ 2.000
O Bitcoin registrou forte volatilidade neste sábado após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, seguidos por retaliações na região. A reação do mercado foi imediata, refletindo a sensibilidade do preço a eventos geopolíticos de grande impacto.
Horas após os primeiros relatos, o BTC caiu de aproximadamente US$ 67.000 para US$ 63.000. A pressão vendedora ganhou força no curto prazo, mas o movimento não se sustentou por muito tempo. Posteriormente, o ativo se recuperou e voltou a superar os US$ 68.000, impulsionado por notícias sobre a possível morte do Líder Supremo do Irã. A recuperação encontrou resistência nessa faixa e o preço retornou para abaixo de US$ 67.000.
Neste artigo, vamos discutir:
Semana já vinha marcada por pressão
Antes mesmo da escalada no Oriente Médio, o Bitcoin já enfrentava um ambiente de correção. A semana começou com o ativo recuando de US$ 68.000 para pouco acima de US$ 64.000 após novos desdobramentos ligados a tarifas comerciais.
Na terça-feira, a cotação chegou a US$ 62.500, mínima de várias semanas. No dia seguinte, houve reação consistente, com o BTC alcançando novamente a marca de US$ 70.000, nível que não era visto havia mais de uma semana.
O impulso perdeu força rapidamente, e o ativo passou a oscilar na faixa dos US$ 68.000 até a nova onda de tensão global. Atualmente, a capitalização de mercado gira em torno de US$ 1,335 trilhão, enquanto o domínio sobre as altcoins permanece pouco acima de 56%.
BTC fecha cinco meses consecutivos no vermelho
O movimento recente consolida uma sequência negativa mais ampla. Em outubro, o Bitcoin atingia máximas acima de US$ 126.000, mas um evento de liquidação em massa no dia 10 daquele mês marcou uma mudança relevante na estrutura do mercado.

Desde então, o ativo passou a acumular correções frequentes. O ano de 2025 terminou no vermelho, tornando-se o primeiro ciclo pós-halving com desempenho anual negativo.
Janeiro registrou perdas superiores a 10%, após rejeição na região de US$ 98.000. Em fevereiro, o BTC voltou a testar US$ 60.000 e, mesmo encerrando próximo de US$ 65.000 a US$ 66.000, acumulou queda de 15%.
Com isso, o Bitcoin completa cinco meses consecutivos de desvalorização, algo que não ocorria desde 2018.
Entre as altcoins, o Ethereum enfrenta quadro ainda mais prolongado de retração. O ETH soma seis meses seguidos de queda e conseguiu fechar no positivo em apenas três dos últimos 15 meses.
Somente em janeiro e fevereiro, a desvalorização foi de 17,7% e 19,6%, respectivamente. A maior altcoin do mercado volta a testar a região de US$ 2.000, após ter perdido esse nível em diferentes momentos nas últimas semanas.
Enquanto isso, o XRP recuperou a quarta posição em valor de mercado, superando o BNB, em meio ao realinhamento das principais criptomoedas no ranking global.
Análise preço do Bitcoin
Na visão de curto prazo, o trader Ted avaliou que o mapa de liquidações do BTC está relativamente equilibrado. Segundo ele, “o heatmap de liquidações do $BTC parece bastante equilibrado agora”.
Ele destacou que existe um “cluster relevante de liquidez entre US$ 63.500 e US$ 64.000, que pode ser atingido primeiro caso os futuros dos EUA recuem”. Na leitura apresentada, esse movimento poderia ocorrer antes de qualquer tentativa mais consistente de recuperação.
Ted acrescentou que, após uma possível varredura nessa região, “os market makers devem mirar a liquidez na parte superior, perto de US$ 69.000”. A análise indica que o mercado pode buscar tanto liquidez abaixo quanto acima do preço atual antes de definir direção mais clara.
Horas depois, o trader observou que “o $BTC está de volta acima do nível de US$ 67.000”. Para ele, caso essa zona se sustente como suporte, “o Bitcoin irá subir em direção à faixa entre US$ 72.000 e US$ 74.000”.
$BTC is back above the $67,000 level.
If this zone holds, Bitcoin will rally towards the $72,000-$74,000 level. pic.twitter.com/c5OhCkZSqF
— Ted (@TedPillows) March 1, 2026
A projeção sugere que a manutenção acima de US$ 67.000 pode abrir espaço para um movimento de recuperação técnica, enquanto a perda da região de US$ 63.500 a US$ 64.000 ampliaria a pressão no curto prazo.












