- Birch Hill foca em crédito on-chain para instituições
- Infraestrutura de risco mira ativos tokenizados regulados
- Rodada pré-seed liderada por ParaFi e Castle Island
A Birch Hill Holdings levantou US$ 2,5 milhões em uma rodada pré-seed para desenvolver infraestrutura de crédito on-chain voltada a investidores institucionais. A captação foi coliderada pela ParaFi Capital e pela Castle Island Ventures, com participação adicional de gestoras e investidores estratégicos do setor de criptomoedas.
Credit is the backbone of the global financial system and it is moving onchain. With RWA supply reaching $20Bn and $300Bn in stablecoins, the opportunity is clear but institutions still lack the infrastructure.
This is what @birchhill_io was built to fix.
Thank you to -… pic.twitter.com/smes5xTSJ2
— Birch Hill (@BirchHill_io) February 11, 2026
Estruturada por meio de um acordo SAFE, a rodada foi aberta no fim de novembro e concluída no início de 2026. Entre os participantes estão nomes como Nascent, FalconX Ventures, JST Digital e Flowdesk, além de investidores-anjo ligados ao mercado financeiro tradicional e ao segmento de ativos digitais.
Com sede em Nova York, a Birch Hill pretende criar estratégias de empréstimo baseadas em blockchain que priorizem preservação de capital e controles de risco mais robustos. Os primeiros cofres de crédito estão sendo lançados na plataforma Morpho, onde a empresa atua como curadora com foco institucional, e há planos de integração com outros protocolos, como o Euler.
“Os mercados de crédito têm muito a ganhar com a eficiência da liquidação baseada em blockchain, mas a participação institucional tem sido limitada pela necessidade de uma supervisão de risco mais rigorosa e maior clareza operacional”,
disse Bhavin Vaid, CEO da Birch Hill.
“Nosso objetivo é unir a disciplina do investimento em crédito tradicional com a infraestrutura moderna de uma forma que atenda aos padrões institucionais de governança, transparência e gestão de riscos.”
A proposta da Birch Hill gira em torno de uma estrutura própria de gestão de riscos de garantias. O sistema acompanha liquidez dos ativos dados em garantia, confiabilidade de oráculos e métricas de mercado em tempo real, além de oferecer documentação voltada a relatórios regulatórios e exigências de compliance.
“A maioria dos modelos de risco on-chain se concentra em parâmetros de liquidação e segurança em nível de protocolo”,
disse Vaid.
“Nossa estrutura combina monitoramento de nível institucional e rastreamento em tempo real da qualidade da garantia, profundidade da liquidez e integridade do oráculo, juntamente com uma camada de governança auditável projetada para relatórios regulatórios e para clientes. Ela foi criada para alocadores que precisam explicar suas exposições ao risco para um conselho ou diretor de compliance, e não apenas para evitar inadimplência.”
Em vez de apenas direcionar recursos para pools DeFi já existentes, a empresa quer expandir o crédito ao trazer ativos do mundo real e tomadores institucionais para ambientes on-chain. Como curadora, define parâmetros de cofres, seleciona garantias elegíveis e estabelece limites de risco, além de fornecer relatórios detalhados sobre exposição e composição das garantias.
“Por exemplo, podemos excluir ativos de garantia que outros curadores aceitam se o perfil de liquidez ou a cobertura do oráculo não atenderem aos nossos padrões”,
disse Vaid.
“Também fornecemos aos clientes institucionais relatórios detalhados sobre exposições do cofre, composição da garantia e métricas de risco — as mesmas informações que eles esperariam de um gestor de crédito tradicional. Cada alteração de parâmetro tem uma justificativa documentada. O objetivo é ter cofres que as instituições possam avaliar e explicar aos seus stakeholders.”
Com os recursos, a Birch Hill planeja ampliar as equipes de engenharia e infraestrutura de risco, além de buscar autorizações regulatórias, incluindo possível registro como consultora de investimentos nos Estados Unidos.












