- Fraude com criptomoedas gerou prejuízo milionário a vítimas
- Réu foi condenado a 20 anos e segue foragido
- Esquema envolvia lavagem de dinheiro e empresas de fachada
Um tribunal federal dos Estados Unidos condenou Daren Li a 20 anos de prisão por seu papel em um esquema internacional de fraude com criptomoedas. A decisão foi proferida no Distrito Central da Califórnia e representa a pena máxima prevista para o crime.
Li, de 42 anos, possui dupla nacionalidade chinesa e de São Cristóvão e Névis. Apesar de ter se declarado culpado anteriormente, ele permanece foragido após fugir da custódia federal e romper o monitoramento eletrônico imposto pelas autoridades.
De acordo com os registros do processo, o réu admitiu em novembro de 2024 participação em uma conspiração para lavagem de dinheiro. O esquema teria movimentado pelo menos US$ 73,6 milhões obtidos por meio de golpes de investimento envolvendo criptos.
As investigações apontam que vítimas nos Estados Unidos eram abordadas por integrantes do grupo por redes sociais, mensagens de texto, ligações telefônicas e até aplicativos de relacionamento. Após ganhar a confiança das pessoas, os golpistas direcionavam os valores para plataformas falsas de negociação.
Os recursos também eram solicitados sob a justificativa de taxas de suporte técnico ou oportunidades de investimento. Segundo o processo, os valores acabavam sendo transferidos para contas controladas pela organização criminosa.
Li reconheceu que aproximadamente US$ 59,8 milhões passaram por empresas de fachada registradas em território norte-americano. Ele teria supervisionado a abertura de contas bancárias utilizadas para receber os valores e acompanhar a conversão de moeda fiduciária em ativos virtuais.
A movimentação de fundos em criptomoedas fazia parte da estratégia para dificultar o rastreamento do dinheiro. O uso de diferentes jurisdições e estruturas corporativas ajudava a ocultar a origem dos recursos e a identidade dos envolvidos.
Autoridades informaram que outros oito participantes da operação também firmaram acordos de culpa durante a investigação. Mesmo assim, Li foi o primeiro entre os principais responsáveis pelo recebimento final dos valores a ser formalmente sentenciado.
O Procurador-Geral Adjunto A. Tysen Duva declarou que as agências federais continuam trabalhando com parceiros internacionais para localizar e capturar o condenado. A cooperação entre países é vista como fundamental para trazer Li de volta aos Estados Unidos e cumprir a pena determinada pela Justiça.












