- Strategy compra mais Bitcoin e amplia tesouro corporativo
- Michael Saylor reforça aposta mesmo com prejuízo contábil
- Empresa mantém maior reserva corporativa de criptomoedas
A Strategy voltou a aumentar sua posição em Bitcoin ao adquirir mais 1.142 BTC por aproximadamente US$ 90 milhões. As compras foram realizadas a um preço médio de US$ 78.815 por unidade, conforme documento regulatório apresentado nos Estados Unidos.
Com a nova aquisição, a empresa passa a deter 714.644 bitcoins em sua tesouraria corporativa. O volume acumulado foi comprado a um preço médio de US$ 76.056 por BTC, somando um custo total próximo de US$ 54,4 bilhões, incluindo taxas e despesas operacionais.
Apesar da expansão contínua, o valor de mercado atual do estoque de Bitcoin permanece abaixo do custo total de aquisição. Considerando os preços recentes, a diferença representa bilhões de dólares em termos nominais, refletindo o recuo das criptomoedas nas últimas semanas.
Os recursos utilizados na compra vieram da venda de ações ordinárias Classe A da companhia, negociadas sob o código MSTR. Apenas na última semana, a empresa levantou cerca de US$ 89,5 milhões com a venda de 616.715 ações no mercado.
Mesmo após essa rodada, ainda restam bilhões de dólares em ações autorizadas para emissão dentro do programa de captação. Esse modelo tem sido o principal instrumento usado para financiar a estratégia de acumulação de Bitcoin liderada por Michael Saylor.
Antes do anúncio oficial, Saylor voltou a sinalizar movimentações ao publicar em rede social a frase: “Pontos Laranja Importam”. A expressão tem sido associada a atualizações sobre novas compras de BTC pela empresa.
A expansão da posição ocorre em um momento em que o balanço da companhia sente os efeitos da recente queda nos preços das criptomoedas. No último trimestre, a Strategy reportou prejuízo contábil relevante, influenciado pela desvalorização do Bitcoin em relação aos níveis anteriores.
Durante a teleconferência de resultados, o CEO Phong Le comentou o cenário de estresse extremo e afirmou:
“No cenário mais pessimista, se tivéssemos uma queda de 90% no preço do bitcoin, chegando a US$ 8.000, esse seria o ponto em que nossa reserva de bitcoin se igualaria à nossa dívida líquida, e não conseguiríamos quitar nossos títulos conversíveis usando nossa reserva de bitcoin. Nesse caso, teríamos que considerar uma reestruturação, a emissão de novas ações ou a emissão de novas dívidas”.
Analistas de mercado observam que, mesmo utilizando alavancagem, a empresa estruturou seus passivos com prazos longos e sem vencimentos relevantes no curto prazo. A Strategy segue como uma das maiores detentoras corporativas de Bitcoin entre companhias listadas em bolsa.












