- Lummis defende bancos integrando stablecoins e ativos digitais
- Projeto de lei cripto trava por disputa sobre rendimentos
- Mercado de stablecoins em dólar segue em forte expansão
A senadora norte-americana Cynthia Lummis voltou a defender que bancos dos Estados Unidos passem a integrar stablecoins e outros ativos digitais em seus serviços. A declaração ocorre enquanto o Congresso ainda enfrenta impasses na aprovação de um projeto de lei que pretende definir a estrutura regulatória do mercado de criptomoedas no país.
Durante entrevista recente à Fox Business, Lummis afirmou que a resistência de parte do setor bancário não faz sentido diante das novas possibilidades oferecidas por esse tipo de tecnologia. Ela destacou tanto a custódia de criptomoedas quanto o uso de stablecoins como meios de pagamento mais eficientes.
Digital assets are the future of financial services.
We are putting strong safeguards in place to ensure their seamless integration, making life easier and more affordable for the American people. pic.twitter.com/5tI0SqCb5M
— Senator Cynthia Lummis (@SenLummis) February 6, 2026
“Uma das coisas que não entendo sobre a resistência dos bancos é que isso lhes dá um produto financeiro totalmente novo que podem oferecer aos seus clientes”,
disse Lummis. “Isso oferece novas oportunidades para os consumidores e abriria mais oportunidades para os bancos — eu gostaria de ver os bancos abraçarem essa ideia, em vez de resistirem a ela”, disse Lummis.
A senadora, que preside o Subcomitê de Ativos Digitais, também ressaltou que as stablecoins podem ampliar transações nacionais e internacionais. Segundo ela, esse tipo de ativo pode reduzir custos e acelerar prazos de liquidação, beneficiando tanto instituições financeiras quanto usuários finais.
Enquanto isso, as discussões sobre o marco regulatório das criptomoedas seguem travadas. Um dos principais pontos de conflito envolve a possibilidade de plataformas de ativos digitais oferecerem rendimentos sobre stablecoins mantidas por clientes, prática vista com cautela por associações bancárias.
Grupos ligados a bancos argumentam que permitir juros sobre stablecoins pode deslocar depósitos do sistema tradicional, afetando especialmente instituições menores. A versão mais recente do texto em análise no Comitê Bancário do Senado inclui restrições que, na prática, impediriam esse tipo de remuneração.
A posição gerou reação de empresas do setor de criptomoedas, que passaram a questionar trechos da proposta. O impasse contribuiu para atrasos na consolidação de um projeto unificado entre os comitês responsáveis, prolongando a indefinição regulatória.
Mesmo com as incertezas, o mercado de stablecoins atreladas ao dólar continua crescendo. A capitalização total desse segmento já alcança centenas de bilhões de dólares, e projeções oficiais indicam potencial de expansão significativa nos próximos anos, caso haja apoio legislativo claro.














