- ETFs de bitcoin registram fortes saídas de capital
- Queda do bitcoin pressiona fundos de criptomoedas
- ETFs de Ethereum também enfrentam retiradas nos EUA
Os ETFs de bitcoin à vista listados nos Estados Unidos voltaram a registrar saídas relevantes de recursos, marcando o segundo pregão consecutivo de retiradas. Somente na quarta-feira, os resgates líquidos chegaram a aproximadamente US$ 545 milhões, ampliando o total de saques em dois dias para mais de US$ 800 milhões.
Os dados mostram que o movimento foi liderado pelo IBIT, da BlackRock, que concentrou a maior parte das retiradas diárias. Na sequência apareceram o FBTC, da Fidelity, e o GBTC, da Grayscale, que também registraram volumes expressivos de saídas. Outros gestores, como Ark & 21Shares, VanEck e Franklin Templeton, acompanharam a tendência, ainda que com valores menores.
A pressão vendedora coincidiu com a desvalorização recente do bitcoin. A maior criptomoeda do mercado chegou a recuar abaixo da faixa de US$ 71.000, atingindo o menor nível desde o último trimestre de 2024. O movimento ocorreu em meio a um ambiente de maior cautela nos mercados globais, o que afetou ativos considerados mais voláteis.
Com isso, o fluxo negativo acumulado em dois dias superou US$ 800 milhões, revertendo parte do forte ingresso observado no início da semana. Na segunda-feira anterior, os mesmos ETFs haviam recebido mais de US$ 500 milhões em um único dia, representando a maior entrada diária desde janeiro. O recorde de captação diária em 2025, porém, continua sendo o de meados de janeiro, quando os aportes se aproximaram de US$ 844 milhões.
Apesar da sequência recente de retiradas, o histórico desde o lançamento desses produtos ainda mostra um saldo amplamente positivo. Os ETFs de bitcoin à vista nos EUA acumulam dezenas de bilhões de dólares em entradas líquidas desde que começaram a operar, há cerca de dois anos. Atualmente, os ativos sob gestão desses fundos correspondem a uma fatia relevante da capitalização total de mercado do bitcoin.
O movimento de saídas não ficou restrito aos produtos ligados ao bitcoin. ETFs de Ethereum à vista também registraram retiradas no mesmo período, concentradas principalmente em fundos administrados por grandes gestoras tradicionais. Enquanto isso, produtos atrelados a outras criptomoedas tiveram desempenhos mistos, com alguns registrando entradas modestas e outros acompanhando a tendência de resgates.












