- Bitcoin sofre pressão com saídas de ETFs, apesar da BlackRock comprar
- Solana perde US$ 100 e amplia correção das principais altcoins
- Análise técnica aponta possível consolidação antes de novo movimento
Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 – O bitcoin hoje é negociado próximo de US$ 75.877,35 no momento da publicação, acumulando queda de quase 3% nas últimas 24 horas e recuo de cerca de 15% nos últimos sete dias, em meio a um novo ciclo de pressão vendedora que domina o mercado de criptomoedas. O movimento levou o ativo a renovar mínimas não vistas desde novembro de 2024.
Ao longo do dia anterior, o bitcoin chegou a recuar até a faixa de US$ 73.000, antes de ensaiar uma recuperação parcial. Ainda assim, o fôlego comprador permanece limitado, e o ativo segue distante dos níveis observados no início do ano.
Além do contexto macroeconômico, fatores geopolíticos também adicionaram pressão. A escalada das tensões no Oriente Médio coincidiu com uma queda até a faixa de US$ 81.000. Houve uma reação pontual, levando o preço de volta aos US$ 84.000, mas o movimento perdeu força rapidamente. Nos dias seguintes, o bitcoin voltou a cair, rompendo o suporte dos US$ 75.000 e encontrando resistência próxima de US$ 79.000.
Na terça-feira, o mercado observou uma nova onda de liquidação, que levou o bitcoin para US$ 73.000, mínima de cerca de 15 meses. Desde então, o ativo conseguiu se estabilizar um pouco acima de US$ 76.000, acumulando queda semanal de aproximadamente 14% e recuo mensal próximo de 18%. A capitalização de mercado do bitcoin caiu para cerca de US$ 1,5 trilhão, enquanto sua dominância recuou para a região de 57%.
Os ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos também refletiram o momento de cautela. Apenas no dia 3 de fevereiro, os fundos registraram saídas líquidas de aproximadamente US$ 272 milhões. A BlackRock foi a exceção entre os grandes emissores, com o ETF IBIT anotando entradas de cerca de US$ 60 milhões, enquanto os demais fundos continuaram registrando vendas. A média móvel de saídas nos últimos sete dias avançou para aproximadamente US$ 171 milhões.
🚨JUST IN: BLACKROCK BUYS THE DIP AS BITCOIN ETF OUTFLOWS DEEPEN
BTC ETFs posted -$272MILLION net outflows on Feb 3, with BlackRock’s IBIT seeing lone inflows at +$60M.
Rest of the peer funds and competitor issuers continued selling as 7-day avg. outflows pushes to $171M. pic.twitter.com/32wIAB3Y4r
— Coin Bureau (@coinbureau) February 4, 2026
Apesar da pressão recente, alguns analistas apontam sinais técnicos relevantes. Michaël van de Poppe destacou que “o Bitcoin varreu as mínimas de abril” e observou que “a maior parte do volume foi gerada exatamente durante esse movimento”. Segundo ele, o ativo pode passar por um período de consolidação, formando um fundo mais alto, antes de buscar uma recuperação em direção à faixa entre US$ 82.000 e US$ 84.000.
#Bitcoin did sweep the lows of April.
Remarkably:
– Most volume was generated during that sweep.
– The government shutdown ended immediately after.I think that we’ll consolidate slightly here, find ourselves a higher low, and rally to $82-84K from here. pic.twitter.com/FPhwHmXK1V
— Michaël van de Poppe (@CryptoMichNL) February 4, 2026
A fraqueza do bitcoin se espalhou pelo mercado. O Ethereum recuou de níveis acima de US$ 3.000 para perto de US$ 2.100 em poucos dias, antes de reagir para a região de US$ 2.280. O BNB também perdeu força, enquanto a Solana foi uma das mais impactadas, rompendo o patamar de US$ 100 após uma queda diária próxima de 7%.
Outras altcoins relevantes acompanharam o movimento. A HYPE sofreu uma correção de dois dígitos, enquanto CC e ZEC também registraram perdas expressivas. No agregado, a capitalização total do mercado de criptomoedas encolheu mais de US$ 70 bilhões em um único dia, refletindo a combinação de pressão macroeconômica, saídas de capital e ajustes técnicos em curso.












