- KBank solicita marcas para carteiras de stablecoins
- Neobanco ligado à Upbit amplia foco em criptomoedas
- IPO do KBank deve financiar expansão em ativos digitais
O KBank, banco digital da Coreia do Sul e principal parceiro bancário da corretora Upbit, deu novos passos no setor de criptomoedas ao solicitar o registro de diversas marcas ligadas a carteiras de stablecoins. O movimento acontece enquanto a instituição se prepara para uma nova tentativa de oferta pública inicial (IPO) no mercado sul-coreano.
Registros no sistema oficial de propriedade intelectual do país mostram que o banco apresentou 13 pedidos de marca. Entre os nomes solicitados estão variações como KSC Wallet, KSTA Wallet, Kstable Wallet e Kbank SC Wallet, todos ligados a possíveis soluções de armazenamento e uso de stablecoins.
Os documentos indicam que os registros cobrem categorias amplas de tecnologia financeira. Isso inclui softwares para transações com moedas digitais, criptomoedas e stablecoins, além de aplicações relacionadas a NFTs, mineração e serviços financeiros baseados em ativos digitais.
Informações divulgadas pela imprensa local apontam que o projeto de carteira pode integrar múltiplas funções. Entre elas estariam transferências, pagamentos e liquidações, sugerindo uma plataforma voltada para o uso cotidiano de stablecoins, e não apenas para custódia.
A iniciativa ocorre em um momento estratégico para o KBank. O neobanco tenta realizar seu IPO pela terceira vez, após ter cancelado tentativas anteriores em 2023 e 2024. Segundo seu prospecto, parte dos recursos captados deverá ser direcionada à expansão de negócios ligados a criptomoedas e infraestrutura digital.
A listagem das ações está prevista para acontecer na bolsa sul-coreana KOSPI em março de 2026. O plano reforça a intenção do banco de se posicionar de forma mais ativa no mercado de finanças digitais após a abertura de capital.
Além disso, o KBank firmou recentemente uma parceria internacional envolvendo a empresa de blockchain BPMG, o Kasikorn Bank da Tailândia e a Orbix Technology. O objetivo é desenvolver uma solução financeira baseada em stablecoins para facilitar transações entre os dois países, com foco em turistas e trabalhadores tailandeses na Coreia do Sul.
O ambiente regulatório local também contribui para esse movimento. Autoridades sul-coreanas trabalham na consolidação de regras específicas para stablecoins e ETFs de criptomoedas, o que tem levado bancos e empresas do setor a estruturarem novos produtos com antecedência.
A ligação com a Upbit reforça o peso estratégico do KBank nesse mercado. Desde o início da parceria, em 2020, a base de clientes da instituição cresceu mais de 500%, alcançando cerca de 15 milhões de usuários.














