- Ouro tokenizado cresce e dilui domínio do Tether Gold
- XAUT amplia oferta, mas perde participação de mercado
- Alta do ouro impulsiona stablecoins lastreadas em ouro
A forte valorização do ouro no mercado internacional impulsionou o segmento de ouro tokenizado, elevando a capitalização total desse setor e alterando a distribuição de participação entre os principais emissores. Mesmo com a expansão da oferta do XAUT, token da Tether lastreado em ouro físico, sua fatia de mercado encolheu nas últimas semanas.
Dados recentes indicam que o mercado de tokens lastreados em ouro superou a marca de US$ 5 bilhões em valor total, acompanhando a disparada do metal precioso. O preço do ouro ultrapassou US$ 5.100 por onça troy pela primeira vez, o que ajudou a levar a capitalização das stablecoins vinculadas ao ativo a novos patamares.
No fim de 2025, a Tether informou que o XAUT representava cerca de 60% desse mercado. No entanto, com a entrada de novos emissores e a valorização generalizada dos tokens concorrentes, essa participação recuou para pouco acima de 50%, mesmo com o aumento no número de unidades em circulação.
O relatório mais recente da TG Commodities SA de CV, empresa responsável pela emissão do XAUT e sediada em El Salvador, detalha que 520.089,350 onças troy de ouro fino certificado pela LBMA Good Delivery lastreiam 520.089,300 tokens. A proporção segue sendo de um token para cada onça de ouro mantida em custódia.
Do total emitido, mais de 409 mil tokens já foram distribuídos a participantes do mercado, enquanto pouco mais de 110 mil permanecem disponíveis. A empresa também destacou que adicionou cerca de 27 toneladas métricas de exposição ao ouro no quarto trimestre de 2025, volume superior ao adquirido por muitos bancos centrais individuais no mesmo período.
“Por meio do Tether Gold, estamos operando em uma escala que agora coloca o Tether Gold Investment Fund ao lado dos detentores soberanos de ouro, e isso acarreta uma responsabilidade real”,
disse o CEO da Tether, Paolo Ardoino, em comunicado.
“O XAUT existe para eliminar a ambiguidade em um momento em que a confiança nos sistemas monetários está enfraquecendo e sendo submetida a um teste de pressão tanto por instituições quanto por pessoas.”
A auditoria associada ao relatório aplicou padrões contábeis internacionais para verificar a existência e o valor justo do ouro sob custódia até 31 de dezembro de 2025, reforçando a transparência sobre o lastro físico por trás dos tokens em circulação.












