- Vitalik Buterin defende Ethereum como alternativa aos sistemas centralizados
- Suécia e Noruega reconsideram abandono do dinheiro físico
- Ethereum precisa evoluir em privacidade e descentralização
O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, levantou uma proposta relevante em meio ao reposicionamento da Suécia e da Noruega em relação ao uso do dinheiro físico. Em uma postagem publicada no X em 25 de maio, Buterin comentou sobre o recuo desses países, que até pouco tempo lideravam a tendência global de digitalização completa dos meios de pagamento.
Nordics are walking back the cashless society initiative because their centralized implementation of the concept is too fragile. Cash turns out necessary as a backup.
Ethereum needs to be resilient enough, and private enough, to be able to credibly play this kind of role.… pic.twitter.com/eFVYT254qN
— vitalik.eth (@VitalikButerin) May 25, 2025
Com o aumento das tensões geopolíticas e preocupações crescentes com ataques cibernéticos, autoridades suecas e norueguesas agora incentivam a população a manter o uso do papel-moeda como medida de segurança nacional. A justificativa é clara: em casos de falha de rede, guerras cibernéticas ou interrupções severas nos sistemas bancários, o dinheiro físico segue sendo o método de pagamento mais resiliente e acessível.
Vitalik Buterin viu nesse cenário uma oportunidade de posicionar o Ethereum como uma infraestrutura digital alternativa, mas com uma ressalva importante: para que isso aconteça, a rede precisa se tornar muito mais segura, privada e resistente a falhas.
“O Ethereum precisa ser resiliente o suficiente e privado o suficiente para poder desempenhar esse tipo de papel de forma confiável”, escreveu Buterin.
Ele criticou a centralização excessiva dos sistemas digitais atuais, sugerindo que essa fragilidade estrutural é justamente o motivo pelo qual o papel-moeda ainda é indispensável. Segundo ele, a proposta de uma sociedade totalmente sem dinheiro só seria viável se apoiada por tecnologias verdadeiramente descentralizadas e imunes a pontos únicos de falha.
Atualmente, o Ethereum já passa por mudanças significativas, com atualizações voltadas à escalabilidade, como a introdução de soluções Layer 2. No entanto, desafios como taxas de transação elevadas e limitações técnicas ainda dificultam sua adoção como suporte em situações críticas.
A discussão levanta pontos importantes sobre o equilíbrio entre inovação e resiliência nos sistemas de pagamento, e destaca o papel que as criptomoedas, como o Ethereum, podem desempenhar se conseguirem evoluir em aspectos-chave como descentralização e privacidade.












