- Vitalik Buterin explica origem dos tokens Shiba Inu
- Doação com memecoin SHIB chegou perto de US$ 500 milhões
- Venda gradual de SHIB evitou impacto no mercado
O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, voltou a comentar um dos episódios mais marcantes da febre das memecoins em 2021. Em uma publicação no X em 13 de março de 2026, ele relembrou como recebeu uma enorme quantidade de tokens Shiba Inu (SHIB) e o que fez com esse patrimônio inesperado.
Durante o auge das memecoins, os desenvolvedores do projeto SHIB enviaram para a carteira de Buterin uma quantia gigantesca do token. A iniciativa buscava dar visibilidade ao projeto ao associá-lo a uma das figuras mais conhecidas do setor de criptomoedas.
Segundo Buterin, parte desses tokens foi vendida em troca de Ether. O restante acabou destinado a iniciativas filantrópicas. Metade dos ativos foi enviada ao fundo CryptoRelief, criado para ajudar a combater os efeitos da Covid-19 na Índia. A outra metade foi doada ao Future of Life Institute (FLI), organização dedicada à pesquisa sobre riscos existenciais, incluindo inteligência artificial, biotecnologia e ameaças nucleares.
O desenvolvedor afirmou que inicialmente não acreditava que seria possível converter uma quantia tão grande em dinheiro. Ele comentou que esperava “sacar no máximo de US$ 10 a 25 milhões, porque não há como o mercado SHIB ser profundo o suficiente”.
Apesar dessa expectativa conservadora, o resultado surpreendeu. De acordo com Buterin, “eles conseguiram sacar algo em torno de US$ 500 milhões”.
Na época, estimativas indicavam que o valor total da doação em SHIB poderia variar entre aproximadamente US$ 650 milhões e US$ 665 milhões em avaliações de mercado. Para evitar uma queda brusca no preço do token, as vendas foram realizadas gradualmente.
Relatórios de mercado indicam que o fundo CryptoRelief utilizou a empresa de negociação Wintermute para converter cerca de 50 trilhões de SHIB em aproximadamente US$ 463,9 milhões em USDC. A estratégia permitiu liquidar parte significativa da posição sem gerar forte pressão de venda.
There are often posts mentioning that I donated a very large amount of funds to @FLI_org years ago and connecting me to various policy actions that they take. I thought I would make clear the record both on the nature of my connection to them, and on similarities and differences…
— vitalik.eth (@VitalikButerin) March 13, 2026
Buterin também destacou que os tokens chegaram à sua carteira como um tipo de presente dos desenvolvedores da memecoin. Segundo ele, nunca houve intenção de manter esses ativos como investimento pessoal.
Além de revisitar o episódio das doações, o cofundador do Ethereum comentou mudanças recentes na atuação do Future of Life Institute. Ele afirmou que, quando fez a doação, a organização tinha como foco pesquisas voltadas à redução de riscos globais e iniciativas pró-paz.
Buterin avaliou que atualmente o grupo passou a dedicar mais atenção a debates políticos sobre inteligência artificial. Na publicação, ele alertou que “ações políticas coordenadas em larga escala com grandes grupos de dinheiro… podem facilmente levar a resultados indesejados, causar reações adversas e resolver problemas de uma forma autoritária e frágil”.
Mesmo assim, o desenvolvedor reconheceu pontos positivos em iniciativas da instituição, como a “Declaração de IA Pró-Humana”, que defende o acesso amplo aos benefícios da inteligência artificial e busca evitar que a tecnologia seja controlada por um único governo ou empresa.
A história envolvendo SHIB e filantropia também reforça uma característica observada com frequência no mercado de criptomoedas: o valor de mercado de memecoins pode crescer rapidamente, mas converter grandes posições em dinheiro exige planejamento para evitar impactos significativos na liquidez.














