- Vitalik Buterin prioriza descentralização real no Ethereum
- Aplicativos Ethereum devem ser utilizáveis em escala
- Atualizações Pectra e Fusaka reforçam infraestrutura blockchain
Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, voltou a destacar a necessidade de o ecossistema ir além de metas pontuais de curto prazo e concentrar esforços na criação de aplicativos realmente úteis e descentralizados. Para ele, a missão central da rede continua sendo se tornar o “computador mundial”, sustentando uma internet mais aberta e menos dependente de intermediários centralizados.
A declaração foi feita em uma mensagem de Ano Novo publicada na plataforma X, na qual Buterin incentivou desenvolvedores e comunidades a retomarem princípios fundamentais. O Ethereum, segundo ele, deve se posicionar como alternativa à crescente centralização observada em grandes empresas de tecnologia, especialmente em modelos baseados em assinaturas e controle excessivo de dados.
Welcome to 2026! Milady is back.
Ethereum did a lot in 2025: gas limits increased, blob count increased, node software quality improved, zkEVMs blasted through their performance milestones, and with zkEVMs and PeerDAS ethereum made its largest step toward being a fundamentally…
— vitalik.eth (@VitalikButerin) January 1, 2026
Nesse contexto, Buterin avaliou que aplicativos construídos sobre o Ethereum precisam funcionar como infraestrutura básica para serviços do dia a dia. A proposta é oferecer soluções que não dependam de autoridades únicas e que mantenham sua operação mesmo diante de pressões externas, falhas corporativas ou mudanças políticas.
De acordo com o cofundador, aplicativos descentralizados devem operar sem fraude, censura ou interferência de terceiros. Além disso, precisam passar no chamado “teste de abandono”, continuando ativos mesmo que seus criadores originais deixem o projeto. Essa característica reforça a ideia de resiliência como um dos pilares das criptomoedas.
Buterin também ressaltou que essas aplicações devem “transcender” variáveis externas, como suspensões de serviços de infraestrutura, falências empresariais ou disputas ideológicas. Para alcançar esse objetivo, ele destacou dois requisitos centrais: escalabilidade com usabilidade e descentralização efetiva.
“Para alcançar isso, precisa ser (i) utilizável e utilizável em escala, e (ii) verdadeiramente descentralizado”, escreveu Buterin. “Isso precisa acontecer tanto (a) na camada blockchain, incluindo o software que usamos para executar e nos comunicar com a blockchain, quanto (b) na camada de aplicação.”
O cofundador do Ethereum reforçou que o foco não deve estar em “vencer a próxima meta-plataforma”, mas em aprimorar ferramentas já existentes e aplicá-las de forma consistente. “Felizmente, temos ferramentas poderosas ao nosso lado — mas precisamos aplicá-las, e vamos aplicá-las”, afirmou.
Em 2025, o Ethereum registrou avanços técnicos relevantes com duas grandes atualizações de rede. A Pectra, ativada em maio, ampliou a capacidade de blobs, introduziu abstração de contas para melhorar a experiência de carteiras e elevou limites de staking. Já a Fusaka, lançada em dezembro, ativou o PeerDAS, otimizando a disponibilidade de dados e sustentando o crescimento dos rollups.
Essas mudanças contribuíram para reduzir custos e aumentar a eficiência da rede. Ainda assim, o preço do ether permaneceu relativamente estável, sendo negociado em torno de US$ 3.008.












