- USAD leva stablecoin privada à blockchain Aleo
- Paxos apoia emissão com foco institucional e regulatório
- Privacidade com ZK mira pagamentos e DeFi empresarial
A rede Aleo, blockchain de camada 1 voltada para privacidade, passou a contar com uma nova stablecoin nativa após uma parceria com a Paxos Labs. O ativo, chamado USAD, foi desenvolvido para operar em um ambiente baseado em provas de conhecimento zero, combinando confidencialidade de dados com recursos programáveis.
O lançamento ocorre em um momento de maior interesse institucional por soluções que permitam usar criptomoedas sem expor publicamente todos os detalhes das transações. Empresas têm buscado alternativas que ofereçam eficiência de liquidação em blockchain, mas com proteção de informações comerciais sensíveis.
A Paxos Labs atua como parceira na infraestrutura de emissão da USAD, enquanto a Aleo fornece a base tecnológica focada em privacidade. A proposta é permitir que organizações movimentem dólares digitais em uma rede onde dados como valores, endereços e identidades não fiquem visíveis para todo o mercado, mantendo ao mesmo tempo padrões de conformidade.
Until now, using stablecoins meant exposing salaries, bonuses, and treasury flows onchain, which made it a nonstarter for real businesses.
Today that changes. We’ve teamed up with @usetoku and @paxoslabs to launch the world’s first private, risk mitigating stablecoin payroll… pic.twitter.com/wUrOQAxTki
— Aleo (@AleoHQ) January 29, 2026
“Ao trabalhar com a Aleo, estamos trazendo dólares digitais para um ambiente onde a privacidade e a programabilidade são incorporadas desde o início, oferecendo às empresas uma maneira de integrar dinheiro em que podem confiar”,
disse Bhau Kotecha, cofundador da Paxos Labs.
“À medida que as stablecoins continuam a impactar os sistemas financeiros tradicionais, prevemos que mais organizações buscarão implantar seus próprios ativos personalizados que agreguem valor às suas plataformas, algo em que a Aleo e sua equipe já estão à frente do seu tempo.”
Segundo as equipes, a USAD poderá ser usada em funções tradicionais de stablecoins, como pagamentos, além de aplicações programáveis que não se encaixam facilmente em blockchains totalmente transparentes. Leena Im, COO da Aleo, destacou que o projeto foi estruturado para atender exigências regulatórias sem abrir mão da confidencialidade.
A stablecoin será lastreada em dinheiro e equivalentes de caixa administrados pela Paxos. A empresa já é conhecida por atuar na emissão de ativos digitais para grandes plataformas e por integrar iniciativas de stablecoins voltadas ao mercado global.
O uso de criptografia de conhecimento zero é o principal diferencial técnico da Aleo. A arquitetura da rede permite criptografia de ponta a ponta por padrão, ocultando dados sensíveis das transações enquanto preserva a capacidade de auditoria, o que amplia o leque de casos de uso corporativos.
Antes da USAD, a Aleo já havia sido escolhida por outra emissora de stablecoins para testar um token com foco em privacidade. A chegada de mais um ativo reforça a aposta de que soluções privadas em blockchain podem ganhar espaço entre empresas que desejam unir eficiência operacional e proteção de dados.













