- Tether quer ser maior mineradora de Bitcoin até 2025
- Empresa já investiu mais de US$ 2 bilhões em mineração
- Mais de 100.000 BTC fazem parte do tesouro da Tether
A Tether, emissora da stablecoin USDT, revelou planos ambiciosos de se tornar a maior mineradora de bitcoin do mundo até o final de 2025, segundo o CEO Paolo Ardoino. Em declaração recente, ele destacou que essa iniciativa visa proteger os mais de 100.000 BTC já acumulados no balanço da empresa.
“Realistically, by the end of this year, Tether will become the biggest bitcoin miner out there,” CEO Paolo Ardoino said on The Block’s Big Brain podcast. pic.twitter.com/Oi3NG4mD1Y
— James Hunt (@humanjets) June 25, 2025
A companhia, que registrou aproximadamente US$ 13 bilhões em lucros em 2024 com uma equipe enxuta de menos de 200 funcionários, expandiu agressivamente sua atuação para além das criptomoedas, com investimentos expressivos em setores como inteligência artificial, telecomunicações, data centers, infraestrutura energética e mineração de bitcoin.
Ardoino afirmou que a decisão de entrar na mineração não tem foco exclusivo no retorno financeiro, mas sim em reforçar a segurança da rede à qual está fortemente exposta. “Acho que está claro que, se você tem US$ 1 milhão e precisa decidir onde investi-lo, seja na mineração de bitcoin ou na compra direta de bitcoin, você sempre ganhará mais dinheiro comprando bitcoin diretamente”, explicou o executivo. Ainda assim, completou: “No nosso caso, acho que, dada a exposição que temos ao bitcoin, é importante fazer parte da segurança da rede.”
Apesar da ausência de dados públicos sobre sua taxa de hash, a Tether já alocou mais de US$ 2 bilhões em projetos de mineração e energia desde 2023. Esses aportes abrangem 15 localidades na América Latina, incluindo Uruguai, Paraguai e El Salvador, com construções de subestações, energias renováveis e aquisições minoritárias em operações de mineração existentes. A primeira tranche, de US$ 500 milhões, foi aplicada ainda no final de 2023.
Atualmente, os líderes em poder computacional no setor incluem MARA (57,3 EH/s), CleanSpark (50 EH/s), IREN (38,4 EH/s), Riot Platforms (33,7 EH/s) e Core Scientific (19,1 EH/s), com a rede de Bitcoin operando em torno de 810 EH/s no total.
Segundo Ardoino, a mineração está alinhada a um conceito interno de “energia estável”, um dos quatro pilares estratégicos da Tether — ao lado de dinheiro estável, comunicação e inteligência — voltados para garantir resiliência social e tecnológica de longo prazo.












