- Strategy amplia compras de Bitcoin com STRC
- TD Cowen eleva preço-alvo da MSTR para US$ 395
- BTC Yield da Strategy pode crescer em 2026
A TD Cowen revisou para cima o preço-alvo das ações da Strategy, antiga MicroStrategy, elevando a estimativa de US$ 385 para US$ 395. A atualização reforça a visão otimista do banco sobre a capacidade da empresa de ampliar suas reservas de Bitcoin de maneira mais eficiente em termos de capital.
Os analistas Lance Vitanza e Jonnathan Navarrete afirmaram que o mercado ainda não precificou totalmente o impacto do uso crescente da STRC, ação preferencial perpétua da companhia que atualmente oferece rendimento de 11,5%.
Segundo o relatório, a Strategy vem reduzindo a emissão de ações ordinárias e aumentando o uso da STRC para financiar novas aquisições de Bitcoin. A estrutura faz parte do plano 42/42, liderado por Michael Saylor, que busca levantar US$ 42 bilhões em ações e outros US$ 42 bilhões em instrumentos de renda fixa ao longo de três anos.
A STRC já acumula mais de US$ 8,5 bilhões em valor nominal emitido, tornando-se uma das principais ferramentas de financiamento da empresa. O capital captado é direcionado diretamente para ampliar o tesouro corporativo de Bitcoin da companhia.
A TD Cowen destacou que essa mudança pode elevar significativamente o chamado BTC Yield, métrica usada pela Strategy para medir o crescimento das reservas de Bitcoin por ação diluída. O indicador busca mostrar se a empresa está acumulando Bitcoin em um ritmo superior à diluição causada pela emissão de novos papéis.
De acordo com os analistas, o múltiplo de equilíbrio do NAV da empresa está próximo de 1,22 vez, acima da percepção de parte do mercado, que considerava o nível de 1,0 vez. Na prática, isso significa que emissões de ações ordinárias abaixo desse patamar poderiam prejudicar os acionistas existentes.
Com isso, a emissão de ações preferenciais ganha relevância na estratégia financeira da companhia.
O banco também revisou suas projeções para o BTC Yield. A estimativa para 2026 subiu de 16,7% para 18,2%, enquanto a previsão de 2027 avançou de 5,4% para 9,6%.
Os ganhos associados ao Bitcoin também foram ajustados. A expectativa agora aponta para US$ 13,9 bilhões em 2026, acima da projeção anterior de US$ 12,7 bilhões.
Outro ponto abordado pela TD Cowen foi a preocupação de investidores sobre uma possível “máquina de diluição perpétua”. Segundo os analistas, os dividendos anuais das ações preferenciais, estimados em cerca de US$ 1,5 bilhão, representam aproximadamente 2,2% do valor do tesouro de 818.334 bitcoins mantido pela companhia.
Na avaliação do banco, uma valorização moderada do Bitcoin já seria suficiente para compensar o custo dos dividendos sem comprometer a estratégia de acumulação.
O relatório ainda considera a possibilidade de parte dos dividendos ser financiada com vendas de Bitcoin, algo já mencionado anteriormente por Michael Saylor. Mesmo assim, os analistas acreditam que a empresa seguiria acumulando mais Bitcoin caso as emissões de STRC mantenham o ritmo atual.
O cenário-base da TD Cowen projeta o Bitcoin em cerca de US$ 140 mil até o fim de 2026. Já o cenário mais otimista prevê o ativo alcançando aproximadamente US$ 175 mil, acompanhado por compras trimestrais superiores a US$ 5 bilhões em Bitcoin pela Strategy.














