- Starknet adota Nightfall para transações confidenciais
- Privacidade com conformidade em blockchain pública
- Foco em stablecoins, DeFi e gestão de tesouraria
A StarkWare anunciou a integração do Nightfall, tecnologia de privacidade baseada em provas de conhecimento zero desenvolvida pela Ernst & Young (EY), à sua rede de segunda camada Starknet.
1/ The Starknet stack now enables confidential payments & DeFi for institutions.
Today, we’re bringing Nightfall, EY’s ZK privacy layer, to Starknet.
Ethereum-secured rails, now ready for enterprise scale 🧵 pic.twitter.com/irme37L276
— StarkWare (BTCFi arc) 🥷 (@StarkWareLtd) February 17, 2026
A iniciativa busca viabilizar transações institucionais confidenciais em infraestrutura de blockchain pública, ampliando o uso corporativo de criptomoedas, stablecoins e ativos tokenizados.
Segundo a empresa, blockchains públicas sempre ofereceram liquidez, eficiência e alcance global. No entanto, a transparência total das redes tem sido um obstáculo para empresas, já que saldos, contrapartes e estratégias ficam visíveis. A integração do Nightfall foi estruturada para permitir pagamentos privados, operações de tesouraria e atividades em DeFi com mecanismos de conformidade e auditabilidade.
“As blockchains podem oferecer a todas as instituições o equivalente a uma supervia privada para stablecoins e depósitos tokenizados”,
disse Eli Ben-Sasson, cofundador e CEO da StarkWare.
“Com o Nightfall, a Starknet mostrará como esse futuro funciona na prática.”
O Nightfall utiliza agregação de provas de conhecimento zero para permitir transações privadas em redes compatíveis com o Ethereum, mantendo segurança e imutabilidade. A solução introduz recursos como divulgação seletiva de informações e vinculação criptográfica de endereços a certificados corporativos, facilitando exigências como verificações de KYC.
Paul Brody, líder global de blockchain da EY, afirmou que a privacidade é “o ingrediente que faltava para pagamentos corporativos em larga escala na blockchain”, destacando que a integração amplia a privacidade escalável com base em padrões abertos.
Com a novidade, instituições poderão executar pagamentos B2B internacionais, transferências de ativos tokenizados e gestão confidencial de tesouraria sem expor dados sensíveis ao mercado. A arquitetura da Starknet também permite interação com aplicativos descentralizados e contratos inteligentes do ecossistema Ethereum, preservando os controles regulatórios.
A movimentação ocorre em meio à expansão do uso de stablecoins e tokens em transações globais. Dados citados pela empresa indicam que o volume ajustado de liquidação com esses ativos superou US$ 10 trilhões em 2025.
Ben-Sasson, que também participou da criação da Zcash, comentou sobre a evolução do setor: “A privacidade já foi uma ideia contracultural”, disse ele. “Agora estamos ampliando a tecnologia de privacidade desenvolvida pela EY — um ícone do establishment — em uma blockchain pública. Isso fecha um ciclo e mostra o quanto essa tecnologia evoluiu.”












