- Stablecoins de US$ 300 bilhões ganham uso diário
- Pagamentos e remessas impulsionam adoção global
- Criptomoedas estáveis avançam como reserva de valor
As stablecoins estão deixando de ser apenas instrumentos de negociação entre criptomoedas e assumindo papel cada vez mais relevante como meio de pagamento, poupança e folha salarial. Um estudo global conduzido pela BVNK em parceria com a Coinbase e a Artemis aponta que os cerca de US$ 300 bilhões em oferta dessas criptos atreladas ao dólar já circulam de forma ativa na economia real.
O Relatório de Utilidade das Stablecoins de 2026 ouviu 4.658 adultos em 15 países, em pesquisa realizada pela YouGov. Os dados mostram que 54% dos usuários de criptomoedas afirmaram ter possuído stablecoins nos últimos 12 meses, enquanto 56% planejam ampliar suas posições no próximo ano.
🚨 JUST IN: 77% of crypto holders would move their stablecoins to a bank.
Exchanges built this market. Consumers might not stay there
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New data from BVNK, Coinbase, and Artemis — 4,600+ crypto holders surveyed across 15 countries.
Today 46% manage stablecoins on exchanges.… pic.twitter.com/ExdkQ7nqLJ
— Simon Taylor (@sytaylor) February 17, 2026
Entre aqueles que ainda não possuem esses ativos digitais, 13% pretendem começar a utilizá-los. Metade dos atuais detentores declarou ter aumentado seus saldos recentemente, sinalizando que o foco vem migrando da especulação para a alocação de riqueza e proteção financeira.
Em média, os entrevistados afirmaram destinar cerca de um terço de suas economias totais a criptomoedas e stablecoins combinadas. A adesão é mais intensa em economias de baixa e média renda, especialmente na África, onde tanto a posse quanto a intenção de compra futura superam os índices de mercados desenvolvidos.
No uso cotidiano, 27% dos detentores relataram gastar stablecoins diretamente em bens e serviços, enquanto 45% convertem para moeda local antes do consumo. Mais de um quarto realiza essa conversão em poucos dias, indicando alta rotatividade dos recursos.
Para freelancers, trabalhadores temporários e vendedores de marketplaces, as stablecoins já representam cerca de 35% dos ganhos anuais médios. Quase três quartos afirmaram que esses ativos melhoraram sua capacidade de atuar internacionalmente, ampliando vendas e reduzindo barreiras de pagamento.
A economia com taxas também se destaca: usuários que recebem pagamentos ou remessas em criptos relataram cortar aproximadamente 40% dos custos em comparação com serviços tradicionais. Taxas menores, segurança e facilidade em transações internacionais aparecem como principais motivações.
Apesar do crescimento, persistem obstáculos como pagamentos irreversíveis, risco de perda de fundos e complexidade na escolha de blockchain e carteiras. O estudo indica que maior clareza regulatória — especialmente nos Estados Unidos, sob a administração do atual presidente dos EUA, Donald Trump — pode acelerar ainda mais a consolidação das stablecoins como dinheiro digital programável e sem fronteiras.














