- SP500 hoje recua com CPI e tensão no petróleo
- Dow e Nasdaq acompanham cautela em Wall Street
- Inflação dos EUA e petróleo pressionam ações
As bolsas dos Estados Unidos operaram em queda nesta quarta-feira, com os investidores divididos entre a leitura mais recente do índice de preços ao consumidor (CPI) e o agravamento das tensões no Oriente Médio, que voltou a mexer com o petróleo e com o humor de Wall Street.
O movimento foi mais pesado no Dow Jones Industrial Average, que caiu 0,8%, o equivalente a mais de 400 pontos. O S&P 500 recuou 0,2%, enquanto o Nasdaq Composite, com maior peso das gigantes de tecnologia, também ficou no vermelho, ainda que com perdas mais moderadas.
A pressão sobre os índices ganhou força conforme o mercado reagia aos novos episódios envolvendo embarcações atingidas no Estreito de Ormuz. O temor de interrupções no transporte marítimo e no fornecimento global de energia elevou a aversão ao risco e trouxe mais volatilidade para os ativos.
Esse ambiente ajudou a empurrar os preços do petróleo para cima. O contrato do West Texas Intermediate voltou a ser negociado acima de US$ 85 por barril, enquanto o Brent superou os US$ 90. A disparada reforçou a preocupação de que a energia volte a pressionar a inflação nas próximas leituras.
Ao mesmo tempo, a Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas. A medida busca reduzir o impacto da crise de oferta e conter a escalada recente dos preços, depois de o barril ter se aproximado de US$ 120 no início da semana.
No campo macroeconômico, o mercado recebeu o CPI de fevereiro dentro do esperado. O índice mostrou alta de 0,3% na comparação mensal e avanço de 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi visto como um sinal de estabilidade, mas sem força suficiente para aliviar a cautela dos investidores.
A leitura do CPI agora abre caminho para o próximo dado relevante da agenda americana, o índice de Despesas de Consumo Pessoal, que será divulgado na sexta-feira. O indicador é acompanhado de perto porque ajuda a medir a trajetória da inflação e seus possíveis efeitos sobre os próximos passos do Federal Reserve.
Mesmo com o alívio pontual trazido pelo dado de inflação, o mercado seguiu atento ao impacto da alta do petróleo sobre a economia. Para os operadores, o foco permaneceu na combinação entre pressão energética, desaceleração de alguns indicadores e maior sensibilidade dos índices a qualquer novo desdobramento geopolítico.
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin era negociado a US$ 70.582,21, com queda de quase 1% nas últimas horas, acompanhando o aumento da cautela global entre investidores.












