- Índices pressionados por gigantes de tecnologia
- Setores defensivos lideram ganhos em Wall Street
- Trump impulsiona incerteza com negociações sobre Ucrânia
As bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram a terça-feira com quedas expressivas, refletindo principalmente a fraqueza no setor de tecnologia. O S&P 500 recuou cerca de 0,6%, enquanto o Nasdaq Composite, mais exposto às grandes companhias do setor, perdeu aproximadamente 1,5%. O Dow Jones Industrial Average fechou próximo da estabilidade, mas sem força para se manter em alta.
Entre os destaques negativos, as ações da Palantir caíram 9%, seguidas por perdas de mais de 5% na AMD. Já a Nvidia, que vinha sustentando parte do otimismo recente, registrou retração de 3,5%, reforçando a pressão sobre os índices. Esse movimento marca uma mudança em relação aos últimos meses, quando os ganhos estavam concentrados em poucas gigantes de crescimento.
Em contrapartida, setores considerados mais defensivos ganharam protagonismo na sessão. Imóveis, Bens de Consumo Básicos, Serviços Públicos e Assistência Médica registraram avanços, ajudando a reduzir parte das perdas do mercado. Além disso, companhias de pequena e média capitalização e construtoras residenciais também tiveram papel relevante no desempenho recente.
No setor corporativo, a Home Depot apresentou resultados do segundo trimestre ligeiramente abaixo das estimativas de Wall Street. Mesmo assim, as ações da empresa subiram 3%, impulsionadas pelo retorno ao crescimento nas vendas de mesmas lojas nos EUA. O dado foi interpretado como sinal de que a desaceleração prolongada no setor imobiliário pode estar perdendo força.
A semana segue com novos balanços no varejo: a Target divulgará seus números na quarta-feira, e o Walmart apresentará seus resultados na quinta-feira. Os relatórios serão acompanhados de perto por investidores em busca de pistas sobre a saúde financeira das empresas e o comportamento dos consumidores diante da aplicação das tarifas impostas pelo atual presidente dos EUA, Donald Trump.
No setor de semicondutores, a Intel avançou após o SoftBank anunciar um aporte de US$ 2 bilhões na fabricante. A movimentação ocorreu em meio a notícias de que o governo Trump estuda adquirir uma participação de 10% na companhia, como parte de sua estratégia para fortalecer a indústria nacional de chips.
Enquanto isso, a política internacional também segue no radar. O presidente Trump intensificou esforços diplomáticos e teria solicitado a Vladimir Putin um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Líderes europeus manifestaram apoio a Zelensky em reunião realizada na segunda-feira, mas as incertezas em torno da situação da Ucrânia levaram os mercados a adotar cautela.












