- S&P 500 hoje: futuros sobem com leitura do mercado de trabalho.
- Petróleo dispara após ações de Trump e tensão Rússia-Ucrânia.
- Federal Reserve aguarda CPI e falas de Waller e Williams.
Os contratos futuros das bolsas dos EUA registravam ganhos moderados nesta quarta-feira, indicando uma tentativa de recuperação após dias de desempenho fraco. O mercado segue preso ao mesmo debate: como os últimos sinais do emprego influenciam a decisão do Federal Reserve e o que isso revela sobre a resistência da economia americana.
Na prática, o tom era levemente positivo. Os futuros do Dow Jones subiam perto de 0,1%, enquanto os do S&P 500 avançavam em torno de 0,2%. O Nasdaq 100, com grande peso de empresas de tecnologia, também operava com alta semelhante, depois de um pregão anterior sem direção única em Wall Street.
O petróleo ganhou protagonismo ao subir mais de 2%, adicionando um novo componente à discussão sobre inflação. A movimentação veio depois que o atual presidente dos EUA, Donald Trump, determinou medidas para barrar petroleiros sancionados próximos à costa da Venezuela. Ao mesmo tempo, circulou a expectativa de que os EUA possam preparar novas sanções contra a Rússia caso Moscou rejeite um plano de paz para a Ucrânia.
Com esse pano de fundo, o WTI voltou para acima de US$ 56 por barril, afastando-se das mínimas vistas recentemente. Já o Brent superou a faixa de US$ 60, reforçando a leitura de que a energia pode voltar a pesar nas contas de inflação, em um momento sensível para a trajetória de juros.
Depois de um período com poucos indicadores relevantes, investidores voltaram a se apoiar no relatório de empregos de novembro, que trouxe sinais mistos. Os dados apontaram abertura de vagas acima do esperado, mas também mostraram a taxa de desemprego no maior patamar desde 2021. Analistas alertaram, porém, que as estatísticas podem carregar distorções, já que uma paralisação prolongada do governo afetou etapas de coleta e divulgação.
Mesmo com as incertezas, o mercado não alterou muito suas apostas: a probabilidade de um corte de juros em janeiro permaneceu baixa, perto de 25%. Nesta quarta-feira, discursos de John Williams, do Fed de Nova York, e do diretor Chris Waller entram no radar, com Waller também previsto para se reunir com Trump em meio às discussões sobre a sucessão de Jerome Powell.
No calendário, outro ponto-chave é a inflação ao consumidor de novembro, que será divulgada na quinta-feira. O CPI segue como referência central para calibrar expectativas sobre a próxima decisão do Federal Reserve.
No setor corporativo, a atenção se mantém sobre tecnologia e IA. A Micron divulga resultados após o fechamento, enquanto o mercado acompanha como a demanda e a oferta de memória podem influenciar o sentimento do setor. A Tesla, por sua vez, sustentou parte do otimismo recente ao fechar em máxima histórica na terça-feira, com investidores monitorando o avanço dos planos ligados a robotáxis.













