- S&P 500 futuro hoje perto da estabilidade
- Inflação dos EUA pode influenciar bolsas globais
- Petróleo recua e reduz pressão sobre o S&P 500
Os contratos futuros das ações americanas operaram próximos da estabilidade na noite de terça-feira, enquanto investidores aguardam a divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos. O movimento moderado nos índices reflete cautela antes do índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro, previsto para ser divulgado na quarta-feira.
No S&P 500 futuro hoje, os contratos avançavam cerca de 0,04%, enquanto os futuros ligados ao Dow Jones Industrial Average recuavam aproximadamente 6 pontos. Já os futuros do Nasdaq 100 apresentavam poucas mudanças, indicando uma abertura potencialmente estável para o mercado de ações.
A expectativa em torno do relatório de inflação domina o sentimento dos investidores. Economistas consultados pelo mercado projetam que o IPC de fevereiro registre alta anual de cerca de 2,4%, número que pode oferecer pistas importantes sobre o ritmo da economia americana e possíveis impactos nas decisões de política monetária.
Nos últimos meses, sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho têm levado analistas a monitorar com mais atenção os indicadores econômicos. Um dado de inflação mais alto do que o esperado pode influenciar diretamente as expectativas para juros e para o desempenho dos mercados financeiros.
Durante o pregão regular de terça-feira, os principais índices de Wall Street terminaram em território negativo. O S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq Composite encerraram o dia com perdas moderadas. Ainda assim, alguns setores registraram desempenho positivo.
Entre os onze setores que compõem o S&P 500, nove fecharam em queda, enquanto serviços de comunicação e tecnologia apresentaram ganhos modestos, limitando parte das perdas do mercado.
Tom Lee, chefe de pesquisa da Fundstrat Global Advisors, avaliou que parte do excesso de especulação já foi eliminada em diferentes mercados financeiros. Segundo ele, “Acho que estamos em um período em que já tivemos um mercado de baixa no setor de software, no Mag Seven e em criptomoedas. Acho que isso já eliminou muita especulação”.
Outro fator que chamou atenção dos investidores foi o comportamento do petróleo. No início da semana, o barril chegou a se aproximar de US$ 120, refletindo preocupações com tensões geopolíticas envolvendo o Irã.
Na terça-feira, porém, os preços recuaram com força. O West Texas Intermediate (WTI) chegou a cair para US$ 76,73, antes de fechar em torno de US$ 83,45 por barril, queda próxima de 12% no dia. O Brent também registrou retração relevante, encerrando a sessão perto de US$ 87,80, após perder mais de 11%.
Lee comentou que o mercado parece lidar melhor com a volatilidade no setor energético. “Na minha opinião, o mercado está lidando melhor com os preços do petróleo… acreditamos que preços mais altos do petróleo são, na verdade, bons para o mercado de ações dos EUA”.
Apesar das oscilações recentes no petróleo e das tensões geopolíticas, o S&P 500 acumula alta de cerca de 0,6% na semana, em meio à redução das preocupações com um possível agravamento do conflito envolvendo o Irã.
O atual presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou no início da semana que há possibilidade de uma resolução próxima para o impasse, o que ajudou a aliviar parte da pressão nos mercados globais.











